O Governo do estado do Rio de Janeiro divulgou o balanço parcial das ações de segurança durante o Carnaval de 2026. Entre sexta-feira (13), sábado (14) e domingo (15), a Polícia Militar do estado prendeu mais de 243 criminosos e apreendeu 30 adolescentes em operações realizadas em diversas regiões fluminenses.
O esquema também incluiu o uso de tecnologias de monitoramento, como 390 câmeras com reconhecimento facial, torres de observação e centros integrados de comando para acompanhar a movimentação de foliões em tempo real.
Revistas apreendem objetos e ajudam a prevenir crimes
Durante o período analisado, policiais apreenderam mais de 73 objetos perfurocortantes em abordagens realizadas nos acessos a blocos e megablocos no Centro do Rio de Janeiro. A estratégia tem como objetivo impedir a entrada de itens que possam colocar foliões em risco.
Os agentes também recuperaram 48 celulares diretamente das mãos de criminosos ao longo das operações.
De acordo com o secretário de Estado de Polícia Militar, o coronel Marcelo de Menezes Nogueira, o reforço mobiliza um grande aparato operacional.
“Estamos diante de uma das maiores festas populares do mundo, que exige planejamento minucioso e esforço operacional extremamente árduo”, declarou.
Ao longo do domingo (15), mais de 2,2 mil policiais atuaram no policiamento ostensivo, preventivo e de proximidade em todo o estado.
Reconhecimento facial e torres reforçam monitoramento do carnaval

O esquema tecnológico foi coordenado pela Operação Segurança Presente, responsável pelo monitoramento estratégico das áreas com maior concentração de público.
Mais de 40 torres de observação foram instaladas em pontos estratégicos, incluindo o Sambódromo Marquês de Sapucaí, a Lapa e Copacabana, além de outras áreas com grande fluxo de foliões.
As 390 câmeras estão distribuídas em mais de 90 locais, abrangendo circuitos de megablocos, a Zona Sul do Rio de Janeiro e a própria Sapucaí. Para garantir a transmissão dos dados, o estado implantou mais de 23 km de fibra óptica, ampliando a capacidade de vigilância e resposta rápida das equipes.
O monitoramento também se estende a mais de 50 blocos de rua, que juntos reúnem público estimado em mais de 2,5 milhões de pessoas. O sistema de inteligência permite identificar suspeitos, auxiliar na prevenção de crimes e agilizar a atuação das equipes nas ruas.
A coordenação do esquema operacional acontece por meio de três centros integrados de comando e controle, instalados na Lapa, em Copacabana e em uma base central montada na Sapucaí.
