
O filho do síndico investigado pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza foi colocado em liberdade após decisão judicial em Goiás. A informação foi confirmada ao iG pela Polícia Civil de Goiás, que descartou a participação dele no crime.
A Polícia Civil de Goiás divulgou imagens do momento em que a corretora, Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada pelo síndico Cléber Rosa. O registro estava no celular da vítima, que foi encontrado pela polícia na tubulação do esgoto do prédio. pic.twitter.com/ENMQy8V4X0
— iG (@iG) February 19, 2026
Segundo a corporação, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o principal suspeito, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, agiu sozinho no homicídio. Com isso, a Justiça revogou a prisão do filho, que estava detido temporariamente enquanto o inquérito era conduzido. Maicon Douglas de Oliveira havia sido investigado por suspeita de participação na execução do crime e na tentativa de ocultação de provas. Ele permaneceu sob custódia policial e foi liberado após parecer favorável em decisão judicial na quinta-feira (19), conforme confirmado pela Polícia Civil ao iG.
Investigação aponta ação individual
De acordo com a investigação, o crime teria sido cometido exclusivamente pelo síndico, que segue preso e é apontado como autor confesso da morte da corretora. O inquérito permanece em andamento para conclusão dos procedimentos legais e posterior envio do relatório final ao Ministério Público.
Entenda o caso
A apuração teve início após o desaparecimento de Daiane Alves Souza, registrado em dezembro de 2025. Segundo a polícia, havia indícios de desaparecimento não voluntário, já que a corretora não levou objetos pessoais, não houve movimentação bancária e o celular deixou de emitir sinais logo após o sumiço. Durante as diligências, que incluíram depoimentos e perícias técnicas, Cléber Rosa de Oliveira apresentou versões consideradas contraditórias, o que levou à decretação da prisão temporária. Ele foi preso definitivamente em 28 de janeiro, mesma data em que o corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, cidade do estado de Goiás. A investigação concluiu que a corretora foi morta com dois tiros na cabeça fora do prédio onde morava. Documentos obtidos pelo iG também indicam que Daiane mantinha conflitos anteriores com o condomínio após o fornecimento de energia do apartamento ser interrompido em junho de 2025, mesmo sem débitos registrados.
