
Nadia Gavanski, uma freira de 82 anos, foi brutalmente assassinada em Ivaí, no Paraná. De acordo com investigações da polícia, a idosa foi brutalmente atacada por um homem que invadiu o convento Irmãs Servas de Maria Imaculada na tarde do último sábado (21).
Ao perceber que tinha sido observado por ela, o homem a matou. Ele tem 33 anos e foi preso pela polícia que identificou um histórico de roubos e furtos em sua ficha criminal.
Quem era a freira Nadia Gavanski?
Nascida em 18 de maio de 1943, Nadia Gavanski cresceu na zona rural de Prudentópolis, no Paraná. Filha de José e Ana Gavanski, esteve envolvida em ambientes religiosos desde a infância. Ingressou na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada em 1971, já adulta. Professou votos em 1973 e fez profissão perpétua em 1979, após enfrentar dificuldades na formação inicial.
Conhecida por uma rotina discreta, Nadia tinha um dia a dia marcado pela prática de orações e tarefas domésticas. Nem mesmo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que lhe prejudicou a fala, a impedia de realizar atividades dentro do convento.
Ainda sim, companheiras de convento a viam como uma pessoa “calma” e “tranquila”. Em publicações em uma rede social, o convento onde Nadia vivia publicou uma série de homenagens para ela. Em um dos vários conteúdos compartilhados pelo público, o jeito de viver dela foi destacado.
Como o crime ocorreu?
A reportagem do iG entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) que passou mais detalhes da operação, ocorrida no último final de semana.
O homem, que admitiu a prática do crime, foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, com indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência.
De acordo com a PCPR, o crime ocorreu quando a freira percebeu a presença deste homem no convento. Quando o questionou sobre o que fazia ali, ele respondeu que trabalharia no local. Percebendo que a religiosa não acreditou a explicação, ele teria a empurrado e derrubado a idosa no chão.
No momento em que ela começou a gritar, o homem declarou aos policiais que colocou os dedos da mão direita dentro da boca da vítima, promovendo asfixia.
Os policiais também registraram que o homem negou a prática de agressão contra a idosa, especialmente com golpes na cabeça. Ele também afirmou que não a violentou sexualmente.
Homem tentou enganar fotógrafa que cobria evento no local; ele estava sujo de sangue e admitiu uso de drogas
Em contato com a reportagem, a PCPR também afirmou que o homem, ao se dar conta de que a freira não apresentava mais sinais vitais, entrou em modo de desespero e tentou enganar algumas das pessoas do convento. Uma fotógrafa, que estava no local para realizar a cobertura de um evento, foi abordada pelo suspeito logo após a prática do crime.
De acordo com ela, que também falou com a polícia, ele estava com arranhões no pescoço, a roupa suja de sangue e apresentava muitos sinais de nervosismo. Inicialmente, alegou que trabalharia no convento e que teria encontrado a vítima já caída e desfalecida. A fotógrafa, então, ficou desconfiada e passou a gravar a conversa com ele.
Ao tentar fugir, foi abordado pelas equipes da polícia, que o prenderam após ele admitir que matou a freira. No interrogatório, relatou ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Além disso, alegou ter ouvido vozes que o ordenavam matar alguém, razão pela qual pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa.
O caso segue sendo investigado.
