
Conhecido no Ocidente como Jay Y.Lee, este homem de 57 anos e com aparência mais comum possível, Lee Jae Yong é hoje o homem mais rico da Coreia do Sul em 2026 e não é por menos: O empresário é nada mais, nada menos que o único herdeiro da multinacional Samsung. No epicentro dessa engrenagem, Lee comanda desde 2020 a empresa, após falecimento do seu pai.
A trajetório de Lee foi tudo, menos linear. Único filho de Lee Kun Hee – o lendário lider que transformou a Samsung em uma gigante global – ele frequentou a Harvard Business School e estudava para ser especialista em Administração de Empresas (Doutor), mas não se formou. O magnata sul coreano, apesar de poder gozar de pompa, tem perfil discreto e dificilmente é visto em público e evita publicidade.
Preparado desde 1991 para assumir o “trono”, Lee nunca teve outro trabalho a não ser dentro da empresa do pai. A transição do empresário foi marcada por um turbilhão judicial onde o herdeiro estava no centro e quase descarrilou o plano de sucessão.
Em 2017, Lee foi condenado com pena de prisão, por suborno e peculato em um caso que derrubou a então presidente da República, Park Geun-hye.
Após períodos de prisão e uma série de idas e vindas nos tribunais, ele recebeu um perdão presidencial especial em 2022, sob a justificativa de que sua liderança era vital para a estabilidade econômica nacional.
A fortuna com cifras para além dos bilhões
Atualmente, Lee ocupa o topo do ranking de bilionários da Coreia do Sul. Segundo dados da Forbes atualizados em fevereiro de 2026, seu patrimônio líquido gira em torno de US$ 24,9 bilhões (R$ 130 bi). Esse crescimento reflete o domínio da Samsung Electronics na produção de semicondutores e o avanço agressivo da empresa em tecnologias de Inteligência Artificial e 5G.
Diferente do pai, Jae-yong é descrito como um líder de perfil mais discreto e conciliador. No entanto, ele enfrenta o desafio árduo de gerir o pagamento de impostos sobre herança que somam cerca de US$ 8,5 bilhões, uma das maiores cifras já registradas no mundo. Para o mercado, Lee não é apenas o herdeiro; ele é o fiador da inovação sul-coreana em uma era de intensa disputa tecnológica com a China e os Estados Unidos.
