Chuvas intensas devem atingir Brasil até sexta-feira (27)

Alagamento em Juiz de ForaReprodução/Rede X

As chuvas que atingiram Juiz de Fora, Ubá e região, na Zona da Mata mineira, devem continuar intensas pelos próximos dias, de acordo com o climatologista Renan Tristão. Segundo ele, “O evento registrado foi absolutamente extraordinário. Nunca havia ocorrido algo nesse patamar [na cidade]”.

Evento severo

O município sofreu com chuvas desde o início da tarde de segunda-feira (23), algo que se estendeu até a madrugada de terça-feira (24). O especialista disse que o episódio foi por uma combinação de fatores meteorológicos. 

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Segundo ele, houve a formação de uma área de baixa pressão sobre São Paulo e Minas Gerais.

“Além disso, ocorreu a canalização de ventos úmidos da Amazônia em direção à região, configurando um corredor de umidade. Como se não bastasse, também houve aporte de umidade vindo do oceano. A combinação desses elementos provocou o evento severo na cidade”.

Até o momento, 16 pessoas morreram em Juiz de Fora e 6 faleceram em Ubá. O número de desabrigados ultrapassa as 400 pessoas, além de 17 desaparecidas. 

Renan alertou que a chuva deve seguir até o fim de semana, diminuindo a partir de sábado. De qualquer forma, ele diz que não é posssível prever com antecedência a intensidade. Com isso, é necessário adotar uma série de cuidados. 

“Qualquer novo volume de chuva pode servir de gatilho para deslizamentos, já que o solo está saturado”, afirma. 

Para o fim de semana, a previsão inicial indica uma trégua, com a entrada de uma massa de ar mais frio e seco. A expectativa é de melhora nas condições do tempo na virada de fevereiro para março.

El Niño Costeiro

A ocorrência dos fatores climáticos, que provocam alertas de chuvas para outras partes do país, se dá por conta da existência do fênomeno El Niño Costeiro. Ele possui uma sutil diferença com o El Niño, outro fenômeno tradicional que provoca mudanças climáticas.

Enquanto o El Niño traz um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, mas também podendo se manifestar de formas diferentes, o El Niño Costeiro é mais restrito geograficamente, sem abranger o Pacífico central de forma significativa.

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