
Os alertas para as fortes e intensas chuvas que poderiam cair em Santa Catarina não foram à toa. De acordo com informações divulgadas pela Defesa Civil do estado, algumas cidades registraram altos volumes de chuva em apenas doze horas (contabilizando o início da noite de terça-feira (24) e o início da manhã de quarta-feira (25).
Em Florianópolis, foi registrado um acumulado de 94,2 milímetros de chuva. Em Palhoça, que faz parte da região de cidades próximas à capital, ao menos seis bairros ficaram alagados, fruto dos 66,2 milímetros de chuva.
De acordo com informações do site Climatempo, a expectativa é de que o tempo continue fechado na capital catarinense nesta quarta-feira (25). A expectativa é de queda de 30 milímetros de chuva, com uma precipitação que pode chegar a 94%. A temperatura mínima será de 24°C enquanto que a máxima será de 31°C.
Em Imbituba, no litoral sul do estado, as chuvas alagaram ruas e interditaram vias. De acordo com a Defesa Civil, oito pessoas estavam desalojadas e dez casas haviam sido afetadas pela inundações. Em Imaruí, houve apenas registros de alagamentos, sem desabrigados ou desalojados.

Chuvas no Brasil causaram destruição em cidades mineiras; fenômeno climático pode ser causador das mudanças
Na última terça-feira (24) moradores de Juiz de Fora e região, em Minas Gerais foram surpreendidos pelo tempo radical. Em poucas horas, a queda de mais de 500 milímetros de chuva derrubou casas, promoveu deslizamentos e deixou vítimas.
A ocorrência dos fatores climáticos, que provocam alertas de chuvas para outras partes do país, se dá por conta da existência do fênomeno El Niño Costeiro . Ele possui uma sutil diferença com o El Niño, outro fenômeno tradicional que provoca mudanças climáticas.
Enquanto o El Niño traz um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, mas também podendo se manifestar de formas diferentes, o El Niño Costeiro é mais restrito geograficamente, , sem abranger o Pacífico central de forma significativa.
