A “cidade flutuante” de 13 bilhões de dólares: por que o novo porta-aviões nuclear dos EUA é considerado impossível de afundar

Porta-aviões Gerald R. Ford navegando com caças F-35 sob o pôr do sol.

Porta-aviões nuclear Classe Gerald R. Ford é o novo terror das águas e a base aérea flutuante mais avançada dos americanos. Esse monstro de aço custa cerca de 13,3 bilhões de dólares e traz tecnologia de ponta para garantir que os Estados Unidos mantenham sua força global sem passar sufoco.

O que faz esse navio ser tão especial e caro?

O USS Gerald R. Ford (CVN-78) carrega dois reatores nucleares A1B que geram três vezes mais eletricidade do que os modelos antigos. Esse excesso de energia é necessário para alimentar as novas catapultas eletromagnéticas, que lançam aviões com muito mais suavidade e rapidez do que o sistema de vapor usado desde os anos 1950.

Cada detalhe foi pensado para operar por 50 anos sem precisar trocar o combustível nuclear, economizando bilhões em manutenção no longo prazo. Você pode ler mais detalhes técnicos na Wikipedia sobre como essa estrutura foi montada para ser o navio de guerra mais caro da história.

Detalhe da catapulta eletromagnética EMALS pronta para lançar um caça
Detalhe da catapulta eletromagnética EMALS pronta para lançar um caça

Quais as diferenças para os antigos navios da Classe Nimitz?

A nova geração foi desenhada para fazer mais com menos gente, reduzindo a tripulação em cerca de 600 militares para cortar custos operacionais. O convoo também mudou para permitir que os jatos decolem e pousem em um ritmo frenético, aumentando a taxa de ataques em situações de combate real.

Compare as principais mudanças entre as gerações de navios logo abaixo:

Recurso Classe Gerald R. Ford Classe Nimitz
Custo de Construção 13,3 bilhões de dólares Cerca de 4,5 bilhões
Sistema de Lançamento Eletromagnético (EMALS) Vapor de água
Tripulação Total Aproximadamente 4.500 pessoas Cerca de 5.100 pessoas

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Como o sistema de defesa protege essa base flutuante?

Para não virar um alvo fácil, o porta-aviões nuclear Classe Gerald R. Ford conta com radares de banda dupla que rastreiam ameaças a centenas de quilômetros. Ele nunca viaja sozinho e sempre conta com um grupo de escolta formado por destróieres e submarinos prontos para o combate.

A proteção do navio conta com uma série de armas automáticas de última geração:

  • Mísseis ESSM Block 2 para barrar projéteis supersônicos inimigos.
  • Sistema Phalanx CIWS que dispara milhares de tiros por minuto.
  • Lançadores RAM para defesa de curtíssimo alcance contra jatos e drones.
Porta-aviões gigante protegido por sua frota de escolta no Atlântico
Porta-aviões gigante protegido por sua frota de escolta no Atlântico

Quais são os principais problemas enfrentados pelo projeto?

Nem tudo são flores, e o programa sofreu com atrasos pesados e estouros de orçamento por causa da complexidade das novas invenções. As catapultas eletromagnéticas e os elevadores de munição deram muita dor de cabeça para os engenheiros nos primeiros anos de teste no mar.

Essas falhas iniciais colocaram em dúvida se o investimento bilionário realmente valia a pena diante de novas ameaças, como os mísseis hipersônicos chineses. De acordo com o site Gerald R. Ford Class Aircraft Carrier, a Marinha ainda trabalha duro para deixar todos os sistemas 100% confiáveis.

No vídeo a seguir, o perfil Portal do Mar, com mais de 8 mil seguidores, mostra um pouco desse colosso:

 

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Qual o papel dessa força na geopolítica mundial atual?

Ter um desses parado perto da costa de outro país é um recado claro de que os americanos estão prontos para intervir em qualquer confusão. A capacidade de levar 75 aeronaves, incluindo caças F-35C e drones, torna esse navio uma ferramenta política poderosa para manter aliados seguros.

O foco agora é integrar lasers de alta energia para derreter ameaças antes mesmo que elas cheguem perto desse titã de 100.000 toneladas.

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