Presidente de CPI nega manobra para aprovação de quebra de sigilo de Lulinha; governistas questionam


O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) negou qualquer “manobra regimental” para aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e disse que “contou duas vezes os votos”.
A aprovação do requerimento contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou confusão e empurra-empurra na sessão. Governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o procedimento foi irregular. “O que aconteceu agora foi muito grave, viola a democracia” (veja mais abaixo).
Diante da confusão generalizada, a sessão foi interrompida, assim como a transmissão da TV Câmara. A comissão foi suspensa por 15 minutos, e retomada em seguida.
“Para que a pauta fosse derrubada era necessário que o governo apresentasse maioria dos votos, contei duas vezes sete votos. A pauta de hoje está aprovada”, reiterou Carlos Viana, durante a suspensão da sessão.
“Ninguém saiu machucado […] no voto o governo perdeu. Trinta e um estavam presentes na votação, simplesmente sete foram contra, então perdeu”, prosseguiu.
CPI do INSS tem tumulto
Reprodução
Segundo Viana, o governo tentou aprovar os requerimentos em bloco. Havia também um requerimento para convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL) a depor. Esse pedido foi rejeitado, e o de Lulinha aprovado.
“O governo veio com a decisão, ou se coloca todos os nomes que eles queriam, ou não votasse nada. Eu só vou colocar nomes que estão envolvidos na investigação. A realidade é que o jogo virou”, prosseguiu.
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