Frio derruba temperaturas e Sul registra 2ºC em pleno fevereiro

Frente fria provoca queda nas temperaturas no Sul do BrasilReprodução/freepik

Uma massa de ar frio derrubou as temperaturas na madrugada e no início da manhã desta sexta-feira (27) no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os termômetros marcaram até 5,1ºC em cidades gaúchas e 2,8ºC na região serrana de Santa Catarina.

Esse tipo de sistema faz as temperaturas caírem rapidamente, mesmo em pleno fim de fevereiro, período em que normalmente ainda faz calor.

No Rio Grande do Sul, as menores temperaturas foram registradas em Pinheiro Machado (RS), com 5,1ºC; Pedras Altas (RS), com 5,8ºC; e Herval (RS), com 6,5ºC. Outras cidades do estado também tiveram manhã gelada, com marcas entre 7ºC e 9ºC.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, as mínimas variaram entre 13ºC e 16ºC. Em Porto Alegre, a estação de Belém Novo marcou 15ºC nas primeiras horas do dia.

Em Santa Catarina, o frio foi ainda mais intenso nas áreas de maior altitude. Urupema (SC) registrou 2,8ºC, a menor temperatura do dia na região. Também fez 5ºC em Urubici (SC), 6,4ºC em São Joaquim (SC) e 6,7ºC em Bom Jardim da Serra (SC), conforme dados da Epagri-Ciram.

Segundo a MetSul, o frio deve continuar nos próximos dias, com temperaturas abaixo da média para fevereiro.

Mesmo com a perda de força da massa de ar frio, o tempo firme e o ar seco favorecem a queda das temperaturas durante a noite. Isso acontece porque, sem nuvens e com pouca umidade, o calor acumulado durante o dia se dissipa mais rapidamente após o pôr do sol.

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Ciclones influenciam o tempo

Além da massa de ar frio, dois ciclones atuam no Brasil e contribuem para as mudanças nas condições do tempo.

Um ciclone extratropical já está formado no oceano Atlântico Sul, a nordeste das Ilhas Malvinas. Apesar disso, não há risco direto porque o ciclone está distante do continente. Ele ajuda a empurrar o ar frio e seco em direção ao Sul do Brasil, reforçando a queda das temperaturas.

Imagens de satélite também mostram áreas de instabilidade na costa do Sudeste. Esse sistema pode evoluir para um segundo ciclone nos próximos dias, possivelmente com características subtropicais, ou seja, com características intermediárias entre ciclones tropicais e extratropicais.

Enquanto o primeiro ciclone está ligado à chegada do ar frio no Sul, o segundo pode provocar chuva forte no Sudeste e em parte do Nordeste. Há risco de volumes elevados de chuva entre quinta e sexta-feira, especialmente no leste e nordeste de São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Meteorologistas explicam que ciclones extratropicais são comuns na costa brasileira e costumam estar associados a frentes frias e ao encontro de massas de ar com temperaturas diferentes.

Já os sistemas subtropicais são menos frequentes e têm características que misturam elementos de tempestades tropicais e sistemas típicos de regiões mais frias.

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