Segundo acusado de estupro coletivo se entrega no Rio

Joao Gabriel Xavier Bertho é o segundo dos quatro acusados a se entregar a políciaReprodução

O segundo acusado de envolvimento no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, se entregou à Polícia Civil nesta terça-feira (03). João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, se apresentou na 10ª DP (Botafogo), no início da tarde, e deve ser transferido para a 12ª DP (Copacabana), onde o caso é investigado. Mais cedo, na manhã desta terça-feira (03), Mattheus Veríssimo Zoel Martins foi o primeiro a se entregar, diretamente na 12ª DP.

12ª DP (Copacabana) investiga o casoRodrigo T. Ribeiro

Segundo a Polícia Civil, cinco homens e um adolescente foram identificados como envolvidos no crime. Os investigados foram indiciados na sexta-feira passada (27) e a delegacia decidiu pela prisão dos adultos e apreensão do menor. Eles responderão por estupro, enquanto o adolescente responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime. De acordo com a corporação, diligências seguem em andamento para localizar os outros três envolvidos, que seguem foragidos. 

Atleta tinha contrato com clube da Série A2 do Rio 

João Gabriel Xavier Bertho é atleta de futebol e tinha contrato com o Serrano FC, equipe que disputa a Série A2 do Campeonato Carioca de 2026.

Após a repercussão do caso, o clube divulgou nota informando o afastamento do jogador.

Perfil homônimo foi associado ao acusado por engano

Um jovem, de nome João Gabriel Bertho, procurou a polícia após ter o nome confundido nas redes sociais como um dos investigados no caso. 

João Gabriel Bertho foi até a delegacia buscar esclarecimentosReprodução

Homônimo de Joao Gabriel Xavier Bertho, ele afirmou que passou a ser associado ao crime depois que apenas parte do nome do acusado foi divulgada inicialmente, o que levou as pessoas a localizarem seu perfil e a relacioná-lo, de forma equivocada, à investigação.

Segundo o rapaz, ele foi espontaneamente à 19ª DP (Copacabana), onde foi informado de que não é citado no inquérito nem precisa prestar esclarecimentos. A família relatou ameaças, exposição indevida e temor pela segurança, afirmando que decidiu se manifestar publicamente apenas para esclarecer os fatos e preservar a reputação do jovem.

Escola dos acusados também se posicionou

Os investigados são alunos do Colégio Pedro II. Em nota, a Reitoria e a Direção-Geral do Campus Humaitá II informaram que adotaram medidas internas assim que foram notificadas sobre o caso. A instituição afirmou que prestou acolhimento à família da vítima, mantendo o sigilo solicitado pelas autoridades, e que iniciou processo, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da Procuradoria Federal, para desligamento dos dois estudantes envolvidos.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, o caso aconteceu em janeiro deste ano, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A vítima, de 17 anos, relatou que recebeu mensagem de um aluno da escola convidando-a para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao local, ela teria sido levada para um quarto do apartamento, onde, de acordo com as investigações, sofreu violência praticada pelo grupo de jovens.

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