Veículo de luxo de ‘Sicário’ é apreendido em blitz em MG horas após ele ser encontrado desacordado em cela da PF


Um carro de luxo, em nome deLuiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “sicário” de Daniel Vorcaro e encontrado desacordado em cela após ser preso, foi apreendido em blitz da Polícia Rodoviária Federal na noite de  quarta-feira (4) na Fernão Dias, em Pouso Alegre (MG). O veículo blindado era conduzido por um casal, que informou aos agentes que o automóvel, uma Land Rover, pertence a um amigo.
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Por volta das 23h30, uma equipe da PRF realizou abordagem a um utilitário LR Range Rover, no km 871, que se deslocava de Belo Horizonte para o estado de São Paulo. O veículo era ocupado por um casal que afirmou que o carro pertencia a um amigo.
A PRF apurou que o carro blindado, avaliado em aproximadamente R$ 700 mil, estava em nome de Mourão, que havia sido preso pela manhã, durante a Operação Compliance Zero, na qual também foi preso o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nada ilícito foi encontrado, contudo, o veículo foi apreendido porque havia uma restrição de circulação imposta pelo Supremo Tribunal Federal. O licenciamento também estava vencido. O casal foi liberado.
Tentativa de suicídio
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, quando foi preso em outra investigação em MG
Reprodução
Na noite de quarta-feira, a Polícia Federal informou que Mourão havia sido encontrado desacordado na cela em que estava na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais e, por volta das 21h45, o Hospital João XXIII estava iniciando o protocolo para confirmar a morte cerebral. Segundo a PF, ele teria tentado se suicidar.
A palavra “sicário” significa “matador de aluguel”. Mourão foi preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. As investigações indicam que ele pertencia a uma milícia de intimidação de Daniel Vorcaro.
Mensagens divulgadas do grupo de WhatsApp, conhecido como “A Turma”, revelam que eles tinham acesso a dados sensíveis em diversos sistemas restritos do governo e até mesmo de organizações estrangeiras, além de intimidar e perseguir empregados do próprio Vorcaro e jornalistas.
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