
O senador Carlos Viana (Podemos) pediu que a Polícia Federal (PF) investigue as circunstâncias envolvendo a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome “Sicário”.
Mourão, citado em contextos de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, tornou-se peça-chave em investigações recentes. O apelido “Sicário” foi atribuído a ele por Vorcaro.
O incidente que levou à hospitalização de ”Sicário” disparou um alerta no Legislativo sobre a segurança de testemunhas e envolvidos em casos de alta relevância.
Ofensiva no Legislativo
Em posicionamento oficial via redes sociais, o senador Carlos Viana (Podemos) confirmou que formalizou pedidos de investigação rigorosa junto ao Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao Ministério Público (MP). Para o parlamentar, a celeridade é essencial para descartar — ou confirmar — se houve indução ou pressão externa que configure silenciamento de testemunha.
”Oficializei o pedido direto ao comando da PF e ao MP. Precisamos de transparência total para saber se o que ocorreu com o ‘Sicário’ foi um ato isolado ou uma tentativa de queima de arquivo”, afirmou Viana.
O posicionamento da Polícia Federal
Até o momento, a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais confirmou que existe uma investigação interna em curso para apurar os fatos. Conforme esclarecimentos do Diretor Geral da PF para o portal G1, “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”, afirmou Andrei Rodrigues.
A PF comunicou o ocorrido para o Supremo Tribunal Federal e todos os registros em vídeo da custódia de Mourão devem ser entregues aos magistrados. O orgão mantém cautela e ainda não se manifestou especificamente sobre a tese de “queima de arquivo” levantada pelo senador.
Mourão estava sob custódia da PF de Minas Gerais, após ser preso na Operação Compliance Zero nesta quarta (4).
O iG entrou em contato com a assessoria da PF-MG questionando o andamento do inquérito e a reação às declarações do senador Carlos Viana. Até o fechamento desta edição, não houve resposta oficial. O espaço segue aberto para manifestação.
