Tecnologia da UFRJ usa estímulos elétricos para reduzir tremores do Parkinson
Uma tecnologia de baixo custo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro pode ajudar a reduzir os sintomas da doença de Parkinson. O protótipo está sendo testado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e a expectativa é que o tratamento esteja disponível no Sistema Único de Saúde em até três anos.
O dispositivo foi criado pelo programa de Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ e utiliza estímulos elétricos aplicados sobre a pele para interferir nos sinais do sistema nervoso ligados aos tremores característicos da doença.
Segundo os pesquisadores, o objetivo é diminuir a intensidade dos tremores e, em alguns casos, até interrompê-los enquanto o paciente usa o equipamento.
“O Parkinson altera os ritmos cerebrais do paciente. Esses ritmos se tornam disfuncionais. Esse estímulo vai, por meio dos nervos periféricos, até o sistema nervoso central e vai bloquear ou atenuar esses ritmos disfuncionais”, explica a pesquisadora Danielle Martins, da Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ.
O protótipo já está sendo usado em pacientes atendidos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Durante os testes, sensores registram em tempo real a intensidade dos tremores.
No caso do paciente Cesário Luiz da Silva, por exemplo, os tremores de postura — que aparecem quando ele levanta a mão — são captados por um acelerômetro e transformados em gráficos em um computador. As ondas exibidas na tela mostram a frequência e a amplitude do tremor.
Quando o dispositivo é aplicado, a diferença pode ser observada nos registros.
“O que nós vimos é uma diminuição da intensidade do tremor e, em alguns casos, a parada total do tremor enquanto a pessoa estava utilizando o estímulo”, afirma Danielle Martins.
A expectativa dos pesquisadores é miniaturizar o sistema para que ele possa ser usado em casa, possivelmente na forma de uma pulseira ou luva.
“Aqui temos o estimulador elétrico que, por meio de eletrodos, estimula os nervos radial e mediano do paciente. O acelerômetro avalia a frequência e a amplitude do tremor. O objetivo é transformar isso em um dispositivo simples, que o paciente use por cerca de 40 minutos para reduzir o tremor e conseguir realizar suas atividades diárias com tranquilidade”, explica.
Melhora percebida pelos pacientes
Após cerca de 40 minutos de estímulos elétricos, Cesário já percebe a diferença. “A sensação que eu tenho é de melhorar”, diz o paciente.
Para especialistas, a tecnologia pode representar uma alternativa importante para pessoas que não podem passar por cirurgia ou não respondem bem aos medicamentos.
“Para a doença de Parkinson, especialmente para pacientes que não podem fazer a cirurgia ou cujo tremor não responde à medicação, essa tecnologia pode ser indicada no futuro”, afirma a neurologista Ana Lúcia Rosso, chefe da Unidade do Sistema Nervoso do hospital.
Além do tratamento do Parkinson, os pesquisadores apontam que a tecnologia também pode ter outras aplicações na área da saúde.
O sistema pode ajudar no diagnóstico precoce da hanseníase, ao identificar alterações de sensibilidade na pele antes mesmo de o paciente perceber os sintomas.
Segundo os cientistas, o dispositivo também pode ser usado na reabilitação motora de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e na avaliação de neuropatias e doenças genéticas que causam perda sensorial.
“Esse estimulador pode ser usado na reabilitação motora de pacientes após AVC. Também podemos aplicar na avaliação de neuropatias e de doenças genéticas que causam perda sensorial”, explica o professor Carlos Criollo, da Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ.
Para Cesário, a tecnologia representa principalmente esperança. “A esperança que eu tenho é de melhorar, voltar a fazer alguma coisa e a minha vida voltar ao normal.”
Uma tecnologia de baixo custo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro pode ajudar a reduzir os sintomas da doença de Parkinson. O protótipo está sendo testado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e a expectativa é que o tratamento esteja disponível no Sistema Único de Saúde em até três anos.
O dispositivo foi criado pelo programa de Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ e utiliza estímulos elétricos aplicados sobre a pele para interferir nos sinais do sistema nervoso ligados aos tremores característicos da doença.
Segundo os pesquisadores, o objetivo é diminuir a intensidade dos tremores e, em alguns casos, até interrompê-los enquanto o paciente usa o equipamento.
“O Parkinson altera os ritmos cerebrais do paciente. Esses ritmos se tornam disfuncionais. Esse estímulo vai, por meio dos nervos periféricos, até o sistema nervoso central e vai bloquear ou atenuar esses ritmos disfuncionais”, explica a pesquisadora Danielle Martins, da Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ.
O protótipo já está sendo usado em pacientes atendidos no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Durante os testes, sensores registram em tempo real a intensidade dos tremores.
No caso do paciente Cesário Luiz da Silva, por exemplo, os tremores de postura — que aparecem quando ele levanta a mão — são captados por um acelerômetro e transformados em gráficos em um computador. As ondas exibidas na tela mostram a frequência e a amplitude do tremor.
Quando o dispositivo é aplicado, a diferença pode ser observada nos registros.
“O que nós vimos é uma diminuição da intensidade do tremor e, em alguns casos, a parada total do tremor enquanto a pessoa estava utilizando o estímulo”, afirma Danielle Martins.
A expectativa dos pesquisadores é miniaturizar o sistema para que ele possa ser usado em casa, possivelmente na forma de uma pulseira ou luva.
“Aqui temos o estimulador elétrico que, por meio de eletrodos, estimula os nervos radial e mediano do paciente. O acelerômetro avalia a frequência e a amplitude do tremor. O objetivo é transformar isso em um dispositivo simples, que o paciente use por cerca de 40 minutos para reduzir o tremor e conseguir realizar suas atividades diárias com tranquilidade”, explica.
Melhora percebida pelos pacientes
Após cerca de 40 minutos de estímulos elétricos, Cesário já percebe a diferença. “A sensação que eu tenho é de melhorar”, diz o paciente.
Para especialistas, a tecnologia pode representar uma alternativa importante para pessoas que não podem passar por cirurgia ou não respondem bem aos medicamentos.
“Para a doença de Parkinson, especialmente para pacientes que não podem fazer a cirurgia ou cujo tremor não responde à medicação, essa tecnologia pode ser indicada no futuro”, afirma a neurologista Ana Lúcia Rosso, chefe da Unidade do Sistema Nervoso do hospital.
Além do tratamento do Parkinson, os pesquisadores apontam que a tecnologia também pode ter outras aplicações na área da saúde.
O sistema pode ajudar no diagnóstico precoce da hanseníase, ao identificar alterações de sensibilidade na pele antes mesmo de o paciente perceber os sintomas.
Segundo os cientistas, o dispositivo também pode ser usado na reabilitação motora de pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e na avaliação de neuropatias e doenças genéticas que causam perda sensorial.
“Esse estimulador pode ser usado na reabilitação motora de pacientes após AVC. Também podemos aplicar na avaliação de neuropatias e de doenças genéticas que causam perda sensorial”, explica o professor Carlos Criollo, da Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ.
Para Cesário, a tecnologia representa principalmente esperança. “A esperança que eu tenho é de melhorar, voltar a fazer alguma coisa e a minha vida voltar ao normal.”
