
A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira (6) a Operação Sine Consensu para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas. A apuração envolve cerca de R$ 390 milhões aplicados em letras financeiras de instituições privadas entre junho e setembro de 2024.
Segundo a PF, os investimentos podem ter sido feitos em desacordo com normas federais que regulam a gestão de recursos previdenciários. A investigação também aponta indícios de falhas nos procedimentos internos de autorização e movimentações financeiras consideradas atípicas.
Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais que determinaram o afastamento de servidores públicos de suas funções.
Os investigados podem responder por gestão temerária e corrupção, informou a corporação.
Auditoria apontou cinco operações suspeitas
As suspeitas surgiram após auditoria do Ministério da Previdência Social, que identificou cinco operações consideradas irregulares ou incompatíveis com normas de governança aplicáveis aos fundos previdenciários públicos.
O relatório analisou aplicações feitas pelo regime próprio de previdência do Amazonas em títulos emitidos por instituições privadas.
De acordo com informações, uma das operações analisadas envolve títulos ligados ao Banco Master.
A Polícia Federal não informou publicamente quais instituições financeiras aparecem nas operações investigadas.
Problemas recentes
A menção ao banco ocorre em meio a uma série de investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O banqueiro foi preso novamente nesta semana na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos informáticos.
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Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025, ao tentar embarcar para o exterior no Aeroporto de Guarulhos. Ele ficou 12 dias preso e foi solto por decisão judicial, passando a usar tornozeleira eletrônica.
Nesta semana, porém, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nova prisão preventiva no âmbito da investigação.
