RJ: adolescente suspeito de planejar estupro coletivo se entrega

Jovem de 17 anos, ex-namorado da vítima, é envolvido em estupro coletivo em Copacabana, no Rio de JaneiroDivulgação/PCERJ

O adolescente de 17 anos suspeito de participar de um estupro coletivo em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou na 54ª DP de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na tarde desta sexta-feira (6). A informação foi confirmada ao iG pelo delegado Ângelo Lages.

O menor se entregou após uma determinação da Justiça, emitida nesta última quinta-feira (5), solicitando a apreensão do adolescente. Desde então, o adolescente estava foragido. Os outros quatro suspeitos já haviam sido presos.

Ainda de acordo com o delegado, o trabalho no que tange à vítima de Copacabana foi concluído.

Inicialmente, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) havia se manifestado contra a internação provisória do adolescente. O entendimento foi revisto após o surgimento de novas denúncias relacionadas ao caso durante a apuração policial e o MPRJ mudou de posição, passando a defender a internação.

O crime

De acordo com as investigações da 12ª Delegacia de Polícia, o crime foi uma “emboscada planejada”, nas palavras do delegado titular Angelo Lages.

A vítima, também de 17 anos e ex-namorada do adolescente, foi atraída pelo jovem, no dia 31 de janeiro, até um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na capital carioca, com a promessa de um encontro romântico. No entanto, ao chegar ao local, ela se deparou com outros quatro homens adultos.

Segundo a Polícia Civil, a vítima mantinha uma relação consensual com o ex-namorado quando os outros quatro invadiram o quarto. O adolescente então pediu que ela permitisse a presença dos demais, e ela teria consentido inicialmente, mas os homens passaram a tocá-la e beijá-la à força, impedindo sua saída.

A jovem foi estuprada, agredida fisicamente, xingada e humilhada. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada do grupo e, cerca de uma hora depois, a saída deles. Conversas em aplicativos de mensagem também integram o inquérito.

Ao chegar em casa, a vítima contou o ocorrido à família e registrou a denúncia na delegacia. O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na região genital, hematomas nas costas e nos glúteos, além de suspeita de fratura em uma costela.

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