
Um cliente afirmou ter encontrado uma “minhoca” dentro de um sanduíche Filet-O-Fish do McDonald’s ao publicar uma foto em um fórum do Reddit.
A imagem foi compartilhada em uma comunidade dedicada à rede de fast-food e gerou repercussão entre usuários.
Na publicação, o usuário compartilhou a imagem do suposto parasita encontrado dentro do lanche.
A postagem rapidamente gerou comentários de outros usuários do fórum. Alguns disseram que a descoberta poderia indicar que o produto é feito com peixe verdadeiro capturado fresco.

Um dos comentários afirmou: “Bem, agora sabemos que é peixe de verdade.”
Um segundo participante do fórum disse ter experiência profissional com pescados e comentou: “Trabalhei em mercados de peixe. Peixes têm parasitas.”
Outro comentário acrescentou: “Ex-peixeiro aqui — parabéns por encontrar um nematódeo! Se você já comeu frutos do mar capturados na natureza, frescos ou congelados, provavelmente já comeu um nematódeo antes.”
Segundo informações divulgadas pelo McDonald’s, o Filet-O-Fish vendido nos Estados Unidos é preparado com Pollock do Alasca capturado na natureza. A empresa afirma que o peixe é obtido de pescarias consideradas sustentáveis.
Segundo a descrição do produto, o sanduíche é composto por filé de peixe empanado, queijo tipo americano derretido e molho tártaro, servidos em pão cozido no vapor.

Procurado pela reportagem do iG para comentar o caso, o McDonald’s não respondeu até a publicação desta reportagem.
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Parasitas podem ocorrer naturalmente em peixes
Segundo orientações da U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos nos Estados Unidos, a presença de parasitas na carne de peixes é considerada natural e pode ocorrer em espécies marinhas.
O órgão explica que esses organismos podem incluir protozoários, vermes parasitas e pequenos crustáceos que vivem associados aos peixes. Entre eles estão os nematódeos, um tipo de verme de formato cilíndrico que pode aparecer enrolado ou em espiral na carne do pescado.

A FDA também informa que esses parasitas podem ser identificados durante a inspeção visual do peixe, quando aparecem como pequenas sombras ou estruturas visíveis no tecido, ou ainda por meio de análises laboratoriais realizadas durante o controle de qualidade do alimento.
A agência ainda afirma que esses organismos podem ser encontrados em diversas espécies de peixe oceânico e em cefalópodes, como lula e polvo.
Risco depende do preparo do alimento
Informações voltadas a consumidores indicam que quando o alimento é consumido cru ou mal cozido, eles podem causar infecção no estômago ou no intestino.
Entre os possíveis sintomas estão dor abdominal, náusea, vômito e diarreia, que podem aparecer entre 24 horas e duas semanas após o consumo. Porém, FDA afirma que cozinhar o peixe em temperatura adequada pode inativar os parasitas.
Segundo orientações citadas pela agência, o peixe deve atingir temperatura interna de 63 °C por pelo menos 15 segundos para eliminar organismos desse tipo.
