
O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reuniu na tarde desta terça-feira (30) com associações de bares, restaurantes e hotéis para discutir medidas para o setor, diante da crise de intoxicações por metanol, que já vitimou ao menos 6 pessoas no estado.
Entenda: Metanol: o “coringa” dos falsificadores de combustíveis e bebidas
O encontro contou também com a presença do secretário do Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima e representantes do Procon-SP, da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e da Federação de Hotéis e Restaurantes do Estado de São Paulo (Fhoresp).
A Fhoresp irá emitir um comunicado oficial com orientações aos estabelecimentos com para evitar a compra de produtos falsificados. Entre eles, estão a recomendação para que os empresários adquiram somente produtos de fornecedores com CNPJ ativo e regularidade comprovada, manter um cadastro atualizado dos fornecedores e não comprar de vendedores informais.
Na hora do recebimento da mercadoria, também há procedimentos importantes, como: identificar o número do lote (que deve corresponder ao da Nota Fiscal), identificação do fabricante ou importador (CNPJ e endereço), data e fabricação e validade.
A reunião foi anunciada durante uma coletiva de imprensa na manhã do mesmo dia no Palácio dos Bandeirantes, em que o governador respondeu a uma pergunta feita pelo iG sobre a relação com as distribuidoras oficiais. Na ocasião, Tarcísio respondeu que iria se encontrar à tarde com o segmento:
“Esse é um esforço conjunto para evitar fraudes. É importante ouvir que está operando na ponta da linha para aprimorarmos controles internos”, declarou o chefe do executivo, encerrando a coletiva.
Segundo o governo, a intenção é ampliar a fiscalização e reforçar a rastreabilidade das bebidas, garantindo que apenas produtos de origem legal cheguem aos consumidores.
O Procon-SP deverá intensificar operações para identificar irregularidades em bares, restaurantes, hotéis e supermercados, além de monitorar possíveis adulterações no comércio informal. O caso provocou a instalação de um gabinete de crise, que reúne órgãos estaduais para coordenar a resposta e evitar novos casos.
O diretor-executivo da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), Edson Pinto, classificou a reunião como positiva: “O governo paulista estabeleceu um diálogo e se comprometeu a unir forças para agir de forma conjunta e articulada com o setor. Há uma preocupação em preservar a idoneidade dos empresários que, neste momento, estão sendo penalizados de forma indireta”.
