Cientistas descobrem três novas espécies de lagartos; veja fotos

Pesquisador segura lagarto de cabeça laranja (Varanus umbra), uma das espécies recém-descritas na savana de QueenslandStephen Zozaya

Pesquisadores anunciaram nesta semana a identificação de três lagartos até então desconhecidos pela ciência na savana rochosa do norte de Queensland, na Austrália. Os animais foram reconhecidos após análises genéticas e observações de campo que apontaram que evoluíram separadamente ao longo de milhões de anos.

O estudo descreve três espécies de lagartos de rocha do gênero Varanus. Entre eles estão o lagarto de cabeça amarela (Varanus phosphoros), o lagarto arco-íris (Varanus iridis) e o lagarto de cabeça laranja (Varanus umbra).

Lagarto de cabeça laranja (Varanus umbra) vive em áreas rochosas da savana no norte de QueenslandStephen Zozaya
Lagarto arco-íris (Varanus iridis) vive no interior do estado de Queensland, cerca de 300 km da cidade de Cairns, no norte da Austrália Stephen Zozaya
Há evidências de que o lagarto de cabeça amarela (Varanus phosphoros) já foi alvo de comércio ilegalStephen Zozaya

O lagarto de cabeça amarela vive em áreas rochosas próximas à cidade de Cairns, no extremo norte da Austrália. Já o lagarto arco-íris foi registrado em regiões pedregosas no interior do estado, a centenas de quilômetros do litoral. O lagarto de cabeça laranja aparece em áreas montanhosas e rochosas do norte australiano.

Ao comentar a descoberta, um dos autores do estudo afirmou que a equipe ficou surpresa quando analisou os primeiros resultados genéticos. “Ficamos realmente chocados quando os primeiros dados chegaram”, disse o biólogo evolutivo Stephen Zozaya, da Universidade Nacional da Austrália.

O pesquisador também relatou o momento em que um dos animais foi visto pela primeira vez por um colega de pesquisa. “Eu pensei: ‘O que é isso?’ Eu não fazia ideia de que esses lagartos existiam”, afirmou Zozaya.

O trabalho foi publicado no Zoological Journal of the Linnean Society e amplia o conhecimento sobre a fauna da savana no norte australiano, considerada menos estudada do que as florestas tropicais da região.

Especialistas também demonstram preocupação com o possível interesse que os animais podem despertar entre colecionadores e no comércio ilegal de répteis. Segundo os pesquisadores, divulgar informações sobre novas espécies pode gerar um dilema para a ciência, já que os dados também podem facilitar a localização desses animais na natureza.

Mesmo assim, os autores defendem que registrar oficialmente as espécies é essencial para orientar ações de conservação e permitir que autoridades ambientais adotem medidas de proteção.

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