
“Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã”.
O autor da frase acima não foi nenhum ator, diretor ou produtor do Oscar de 2026 indignado com os rumos do governo Donald Trump.
Foi assinada de próprio punho pelo diretor do Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent.
Kent renunciou ao posto com uma declaração aberta ao chefe da Casa Branca.
Nas redes, ele acusou os Estados Unidos de iniciaram a ofensiva para atender a um anseio de Israel.
Segundo o ex-diretor, o Irã não representava sequer uma ameaça iminente ao país. Prevaleceu, no entanto, a pressão de Israel e seu poderoso lobby, disse.
O agora ex-diretor sabe o que diz. A companheira dele foi morta na Síria “em uma guerra fabricada por Israel”. Ele diz não aceitar que a próxima geração seja enviada para lutar e morrer “em uma guerra que não traz nenhum benefício ao povo americano nem justifica o custo de vidas americanas”.
A carta é um míssil que atinge o coração da Casa Branca. É sinal também de que Trump começa a perder a guerra. A da opinião pública.
*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG
