
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que está acompanhando as investigações sobre a tentativa de ataque contra o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio, João Pires. A coordenadora do Núcleo de Investigação das Promotorias de Investigação Penal de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, Renata Bressan, e o promotor Antônio Carlos Pessanha estiveram na 75ª Delegacia de Polícia, em Rio do Ouro, bairro São Gonçalo, para tratar do caso. Segundo o secretário, o episódio ocorreu na noite de segunda-feira (16), na Rodovia RJ-106, na altura de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele relatou à Polícia Civil que, após uma perseguição, um carro emparelhou com o seu e um dos ocupantes apontou um fuzil em sua direção.

Durante reunião com o delegado Fábio Baruk, os promotores foram informados sobre as primeiras diligências, como a solicitação de imagens de câmeras de segurança da região onde ocorreu a perseguição. Ainda de acordo com o MPRJ, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Em nota, a promotora Renata Bressan afirmou que o objetivo é garantir celeridade e isenção na apuração. “Uma das possibilidades investigadas, que não é a única, é uma possível tentativa de homicídio”, disse. O órgão também instaurou um procedimento interno para acompanhar o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Prefeitura não descarta tentativa de execução

Na terça-feira (17), durante a apresentação à imprensa do balanço dos primeiros dias de atuação da força municipal, evento que contou com a presença do iG, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), comentou o caso. Segundo ele, o secretário João Pires já vinha sofrendo ameaças antes do episódio. Por isso, a Prefeitura do Rio já havia reforçado a segurança, com medidas como o uso de carro blindado, o mesmo utilizado por ele no momento da perseguição.
João Pires tem forte presença nas redes sociais, onde passou a ganhar destaque nos últimos meses ao publicar vídeos de grande repercussão. Nas gravações, ele fiscaliza e denuncia irregularidades em postos de combustíveis, como bombas com preços adulterados e venda de produto fora dos padrões.
De acordo com o prefeito, a exposição e o impacto das ações fizeram com que o secretário viesse a receber diversas ameaças. Diante desse cenário, a prefeitura não descarta a hipótese de tentativa de execução.
Na ocasião, Eduardo Paes afirmou que confia no trabalho da Polícia Civil, mas pediu atenção às investigações, destacando que o caso pode não se tratar apenas de um assalto, como foi inicialmente divulgado pelas forças de segurança.
