
Um morador e sete suspeitos morreram durante uma operação da Polícia Militar no Morro dos Prazeres, na região central do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (18).
Segundo a polícia, Leandro Silva Souza foi atingido por tiros dentro da própria casa, após o grupo armado invadir o local e fazer ele e a esposa reféns. Os suspeitos também morreram após confronto com os policiais.
O comandante da operação informou que os policiais tentaram negociar a rendição, em uma tentativa que durou cerca de 15 a 20 minutos, mas durante um tiroteio o morador acabou sendo atingido na cabeça.
Após isso, os policiais revidaram e seis suspeitos foram mortos dentro da residência, enquanto outro integrante do grupo foi baleado em uma ação separada.
A esposa de Leandro foi resgatada com vida e levada para prestar depoimento na Delegacia de Homicídios.
A polícia também informou que a mulher do morador foi agredida e teve o celular quebrado pelos criminosos para impedir que pedisse ajuda. Ela estava em estado de choque no momento do resgate.
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Chefe do CV foi morto
A polícia informou que monitorava o grupo havia meses. O alvo principal era o traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do Comando Vermelho na região e com diversas passagens pela polícia. Na ação, o suspeito foi baleado, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a polícia, Jiló tinha 135 anotações criminais e oito mandados de prisão em aberto, sendo apontado como líder de uma quadrilha envolvida em roubos, sequestros e clonagem de veículos na região central do Rio de Janeiro.
Ao todo, foram apreendidos dois fuzis, cinco pistolas, dois revólveres e duas granadas, com parte do material escondido em uma área de mata.
Quatro pessoas foram presas suspeitas de ajudar o grupo criminoso. Segundo a polícia, elas teriam participado de ações para dificultar a chegada dos policiais, como a queima de um ônibus e a montagem de barricadas. Segundo a PM, essas pessoas têm ligação direta com a organização criminosa e atuaram na obstrução de vias.
A Polícia Militar afirmou que a ação enfraquece o grupo criminoso que atua na região, mas que, ainda assim, a morte do morador durante a operação deve ser investigada.
A corporação informou que vai manter equipes no local por tempo indeterminado para reforçar a segurança e evitar novos confrontos.
Após a operação, a violência se espalhou para outras áreas da região central da cidade. Segundo o Centro de Operações Rio, uma via chegou a ser interditada no sentido Túnel Rebouças, na altura da Rua do Bispo, por causa do ônibus incendiado.
Ao menos dez linhas de ônibus tiveram o trajeto alterado, afetando o transporte em bairros como Rio Comprido e Santa Teresa.
