Governador ressalta protocolo para investigar suspeita de intoxicação por metanol na Bahia: ‘Não podemos criar alarde’


Governador pede investigação rigorosa após morte suspeita por metanol
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ressaltou a importância de obedecer protocolos após o estado registrar o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol. Segundo a Secretaria de Saúde (Sesab), o homem morreu quatro dias após dar entrada em um hospital de Feira de Santana, a 100 km de Salvador.
“Nós não podemos criar alarde, facilitar, para que não haja qualquer tipo de excesso. Mas nós também queremos pedir para que evitem circular informações que não são verdadeiras. Qualquer fato comprovado, a Sesab irá se pronunciar. Não fará isso sozinho. Fará com o Ministério, com o Município”, afirmou.
De acordo com Jerônimo, após ser avisado sobre o caso suspeito, ele conversou com o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União). O governador ainda disse que aguarda o resultado das análise do Instituto Médico Legal (IML), que deve sair em sete dias.
“Todo procedimento técnico nós estamos fazendo. A Vigilância tem acompanhado isso 24 horas e eu quero pedir para a sociedade baiana que confie no sistema de saúde da União e do Estado, o SUS, que está cuidando disso”, pontuou o governador.
“Se acontecer outros casos da natureza de denúncias de um fato, nós haveremos de conversar com cada prefeito, secretário e equipe de saúde municipal”.
Governador ressalta protocolo para investigar suspeita de intoxicação por metanol na Bahia
Reprodução/TV Bahia
As secretarias estadual e municipal confirmaram o caso suspeito em Feira de Santana na manhã desta sexta-feira (3).
A Sesab informou que o paciente é um homem de 56 anos, que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Queimadinha, em Feira de Santana, na segunda-feira (29), e morreu na madrugada desta sexta.
A equipe de produção da TV Bahia apurou que a vítima era Marcos Evandro Santana da Costa. A secretaria afirmou que amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, para confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação.
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Morte suspeita por metanol é investigada
O Brasil registrou 59 notificações relacionadas à intoxicação por metanol até a tarde de quinta-feira (2), segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa. Desse total, 11 já têm a detecção laboratorial da presença do metanol.
Em relação aos estados dos registros, o ministro informou que:
53 casos são de São Paulo;
5 são de Pernambuco;
1 é do Distrito Federal.
Paciente que morreu com risco de intoxicação por metanol foi identificado como Marcos Evandro Santana da Costa
Reprodução/Redes Sociais
A intoxicação por metanol a partir do consumo de bebidas alcoólicas batizadas — como gin, vodca e whisky — já provocou casos de internação grave, perda de visão e até mortes no estado de São Paulo nas últimas semanas.
🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.
Na quinta-feira (2), a Sesab emitiu orientação às unidades de saúde da rede privada e às portas de urgência e emergência da rede pública para que estejam atentas a possíveis situações clínicas compatíveis com intoxicação por metanol. A pasta ressaltou que quaisquer notificações sejam imediatamente comunicadas, possibilitando rápida investigação e adoção das medidas necessárias.
A secretaria informou que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância estaduais e municipais, em articulação com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
Ações da Vigilância
Estabelecimentos que vendem bebidas são fiscalizados
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Arte/g1
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