Mulher é acusada de treinar de sutiã em academia de SP

Mulher é acusada de treinar de sutiã em academia de SPReprodução/redes sociais

Uma mulher relatou nas redes sociais ter sofrido um constrangimento em uma academia por conta da roupa utilizada. O caso aconteceu em São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, e ganhou repercussão nesta terça-feira (24). A aluna foi acusada de treinar de sutiã pela recepcionista da academia.

O relato foi feito por um vídeo, publicado nas redes sociais nesta última segunda-feira (23). Segundo a mulher, a funcionária da academia a abordou durante o treino para dizer que a alça do top que ela usava era muito fina e se ela não poderia colocar uma camiseta.

Além disso, a recepcionista falou que teria homens casados na academia e que não ficaria legal para a aluna continuar com o top.

Ainda no vídeo, a mulher afirmou que depois começou a se sentir mal e a se questionar se a roupa era realmente adequada. Ela conversou com o namorado e os dois foram questionar a atendente da academia sobre a conduta da mulher e pedir o telefone do gerente.

A funcionária afirmou que o gerente havia autorizado a abordagem, que ele tinha conhecimento da conduta tomada pela academia e estava ciente de todo o ocorrido.

O caso aconteceu em uma academia da rede Jonh Boy.  O iG procurou a unidade de São José dos Campos para comentar o caso, mas, até a publicação dessa reportagem, não obteve retorno.

Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa diz que tomou conhecimento do ocorrido e afirmou que o caso está sendo tratado com seriedade e atenção. Ela também afirmou que iniciou uma apuração interna e pediu desculpas à aluna. Veja a nota na íntegra:

“A John Boy Academia tomou conhecimento das manifestações recentes envolvendo uma aluna em uma de nossas unidades e esclarece que o caso está sendo tratado com a máxima seriedade e atenção.

Nosso compromisso sempre foi proporcionar um ambiente respeitoso, seguro e acolhedor para todos os alunos, pautado pelo respeito à individualidade e à dignidade de cada pessoa.

Entendemos que qualquer situação que possa gerar desconforto deve ser abordada com sensibilidade, cuidado e responsabilidade. Por isso, iniciamos imediatamente uma apuração interna para compreender integralmente o ocorrido.

Estamos buscando contato direto com a aluna envolvida para ouvi-la.

Internamente, já iniciamos a revisão de nossos protocolos de atendimento e comunicação, incluindo treinamentos voltados a respeito, diversidade e inclusão para toda a equipe.

A academia reforça que não compactua com condutas inadequadas ou que possam causar constrangimento e reafirma seu compromisso com a melhoria contínua de seus processos.

Pedimos desculpas à nossa aluna e a todos que se sentiram afetados por este episódio. Reconhecemos que erros podem ocorrer, mas o que define uma organização é a forma como eles são enfrentados – e estamos comprometidos em evoluir com responsabilidade e respeito.

Seguimos firmes em nosso compromisso de aprimorar continuamente nossos processos, sempre priorizando o bem-estar e o respeito aos nossos alunos.”

A aluna postou o relato após a academia publicar a nota. No vídeo, ela também questiona o posicionamento e a publicação feita pelo estabelecimento. A mulher também alegou que a academia só a procurou por volta das 18h20 desta última segunda-feira.

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