Irã diz ter atacado porta-aviões USS Abraham Lincoln dos EUA

USS Abraham LincolnStephanie Contreras/U.S. Navy

O Irã disparou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln nesta quarta-feira (25), segundo a agência semioficial Fars, que é ligada à Guarda Revolucionária. Com o ataque, a frota estadunidense teria sido obrigada a mudar de posição.

Conforme o The New York Times, até o momento, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não confirmou ter sofrido ataque e sequer comentou as afirmações iranianas.

O USS Abraham Lincoln é usado na Operação Epic Fury, que ajuda nos bombardeios contra o Irã, que ja entra na quarta semana. O navio é um dos principais mecanismos militares dos EUA na região.

O ataque acontece justamente durante o período em que as autoridades iranianas descartaam qualquer negociação com Washington para encerrar a guerra.

Irã rejeita acordo e mantém ofensiva

O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari afirmou que o país não aceitará negociar com os Estados Unidos, mesmo após o envio de um plano de paz com 15 pontos por parte do governo Donald Trump, conforme afirmam os americanos.

Trump afirmou na terça-feira (24) que o Irã chegou a lançar “100 mísseis” contra um porta-aviões estadunidense. Segundo ele, todos foram interceptados.

Apesar das falas e da troca de mensagens indiretas entre os dois países, não há sinal de redução nas ações militares. O Paquistão, país asiático, é quem faz a intermediação desse contato. 

O governo estadunidense enviou ao Irã um conjunto de exigências que inclui restrições ao programa nuclear, limites ao desenvolvimento de mísseis e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerã apresentou condições como o fim das sanções e o fechamento de bases americanas no Golfo Pérsico. Um funcionário dos EUA classificou as exigências como “irrealistas”, segundo o The New York Post.

Enquanto as condições são discutidas, ataques continuam sendo registrados dos dois lados.

Israel informou ter realizado novas ofensivas contra alvos em Teerã e instalações militares no centro do Irã. Segundo o governo israelense, mais de 15 mil ataques já foram feitos desde o início da guerra.

Quarta semana de guerra

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de bombardeios contra alvos militares e nucleares do Irã. A ofensiva incluiu lançadores de mísseis, centros de comando e instalações estratégicas.

Logo no início da guerra, um ataque israelense atingiu um complexo da liderança iraniana em Teerã e matou o aiatolá Ali Khamenei, além de outros integrantes do alto escalão. A sucessão no comando ainda não está totalmente clara.

Desde então, o confronto se expandiu. O Irã passou a responder com ataques diretos, enquanto grupos aliados, como o Hezbollah, abriram novas frentes, ampliando o alcance da guerra.

Mesmo com a proposta americana, não há sinal concreto de cessar-fogo. Autoridades israelenses indicam que a ofensiva pode durar semanas, enquanto o Irã mantém resistência e nega que haja negociação formal em andamento.

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