
Motoristas de aplicativo realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (25) em São Paulo. Veja o vídeo:
Motoristas de aplicativo realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira em São Paulo. A medida solicita que as plataformas de transporte e entrega passem a exibir quanto do preço total é destinado ao entregador , ao fornecedor e quanto é retido pelos aplicativos. pic.twitter.com/XHkhS9xYYs
— iG (@iG) March 25, 2026
As imagens foram feitas no bairro do Brooklin, na esquina da Rua Guararapes com a Avenida das Nações Unidas (Marginal Pinheiros), na Zona Sul da capital paulista.
A manifestação ocorre após uma determinação do governo federal, que faz com que os aplicativos informem quanto é pago a motorista e entregador.
Atualmente, consumidor não é informado sobre a formação de preços de corridas e entregas, e a informação terá que constar na nota fiscal do serviço.
A medida, feita pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicita que as plataformas de transporte e entrega passem a exibir quanto do preço total é destinado ao entregador ou motorista, ao fornecedor e quanto é retido pelos aplicativos.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da prefeitura de São Paulo, a manifestação de motociclistas teve início por volta das 10h57 na Marginal Pinheiros. Às 12h, a lentidão registrada na cidade já não era mais impactada pela manifestação. Veja nota:
“A Companhia de Engenharia de Tráfego acompanha a manifestação de motociclistas que teve início por volta das 10h57 na Marginal Pinheiros, sentido rodovia Castello Branco, pista local. Neste momento, os manifestantes ocupam a Avenida Paulista, esquina com Rua Augusta, sentido Paraíso. Às 12h, a lentidão na cidade toda era de 303 km, média normal para o horário, não impactada pela manifestação. A CET segue monitorando a ocorrência para garantir a fluidez do trânsito e segurança dos usuários das vias.”
O iG solicitou uma nota para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para o Ministério do Trabalho e Emprego e também para o Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipal do Estado de São Paulo. Até a publicação desta reportagem, não obtivemos retorno.
Entenda
A determinação do governo federal, feita via portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (25). Ela entra em vigor em 30 dias, a partir da publicação.
Trata-se de uma regulamentação, para os aplicativos, do direito à informação previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Hoje, o consumidor não é informado sobre a formação de preços de entregas e corridas, por isso, segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o objetivo é garantir transparência.
Segundo ele, a medida permite “que o consumidor e o trabalhador compreendam a estrutura de custos por trás de cada corrida ou entrega”.
Boulos enfatiza que o direito à informação é um direito básico dos consumidores há 35 anos.
O descumprimento implica em instauração de um processo sancionatório, com multas que vão de R$ 500 a R$ 13 milhões.
“Será um instrumento para convencer a sociedade de que os entregadores merecem ganhar mais. Com isso, vamos mostrar o que são as entregas agrupadas. Por serem três entregas no mesmo bairro, as plataformas colocam o mesmo entregador para fazer. O problema é que elas cobram as tarifas de entrega pelas três entregas do consumidor, mas só pagam uma para o entregador”, declarou o ministro.
