Mãe reencontra filha após 24 anos fugindo da prisão

Michele Lyn Hundley Smith e a filha Amanda caminham uma em direção à outra momentos antes do abraço, durante reencontro após 24 anos, em frente ao tribunal na Carolina do NorteChristopher Oquendo

Uma mulher, Michele Lyn Hundley Smith, foi reencontrada pela filha, Amanda Hundley, após 24 anos desaparecida, nesta quinta-feira (26), em Wentworth, na Carolina do Norte, Estados Unidos, durante uma audiência judicial, após ser localizada pelas autoridades depois de viver por décadas escondida em outra região, motivada por um mandado antigo por dirigir sob efeito de álcool. A informação é do jornal NY Post.

O reencontro ocorreu do lado de fora do tribunal do condado de Rockingham, no qual Michele compareceu para responder a uma acusação pendente. Ao chegar, ela não reconheceu a filha, sendo necessário que terceiros indicassem quem a aguardava no local.

Michele Lyn Hundley Smith chega ao tribunal do condado de Rockingham para audiência relacionada a um mandado antigo, na Carolina do NorteChristopher Oquendo
Amanda Hundley aguarda em frente ao tribunal do condado de Rockingham antes de reencontrar a mãe após 24 anos, na Carolina do NorteChristopher Oquendo

Amanda esteve presente para acompanhar a audiência e apoiar a mãe, com quem havia retomado contato semanas antes. As duas ainda não haviam se encontrado pessoalmente desde o desaparecimento.

Antes do reencontro, Amanda explicou que as conversas com a mãe haviam sido limitadas e sem aprofundamento emocional, mas que Michele sabia que ela estaria no tribunal naquele dia.

Ao comentar sobre a relação, a filha afirmou que optou por não guardar ressentimentos e pretende reconstruir o vínculo gradualmente. “A vida é muito curta, não vou guardar mágoa. Quero ela como minha mãe e também como amiga”, afirmou Amanda.

Michele Lyn Hundley Smith abraça a filha Amanda Hundley durante reencontro após 24 anos, em frente ao tribunal do condado de Rockingham, na Carolina do NorteChristopher Oquendo

Ela também destacou que não considera essencial compreender os motivos do abandono ocorrido décadas atrás. “Isso não importa. Ela ainda é minha mãe”, disse Amanda.

O caso teve início em 2001, quando Michele desapareceu pouco antes do Natal, deixando três filhos. Na época, o sumiço mobilizou buscas e foi tratado como um possível caso de pessoa em risco.

Durante o período em que esteve desaparecida, ela viveu de forma isolada em uma área afastada, evitando qualquer contato com o passado.

Após o reencontro, mãe e filha entraram juntas no tribunal para a audiência. Michele deverá retornar à Justiça no próximo mês para dar continuidade ao processo.

*Estagiária sob supervisão

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