
Um dos seguranças suspeitos de envolvimento na morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, de 36 anos, no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital paulista,prestou depoimento, nesta quinta-feira (26), no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo.
Segundo informações obtidas pelo iG, ele teria sido levado ao DHPP durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Na ação, o celular do suspeito foi recolhido para análise.
Em nota, o DHPP informou que testemunhas foram ouvidas na sede do departamento e que, até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso.
Investigação
Em depoimento à polícia, uma testemunha protegida pela Justiça, afirmou ter ouvido, no dia 5 de junho, dois dias após o corpo do empresário ser encontrado, que Adalberto poderia ter morrido em decorrência de um “mata-leão”.
“Isso vai dar muito pano pra manga. O segurança foi dar um mata-leão no cara”, teria dito um segurança de ronda, em conversa informal com outra funcionária que trabalhava no autódromo.
Segundo o relato, a testemunha chegou a acompanhar a esposa de Adalberto, Fernanda Dândalo, até o estacionamento do autódromo, onde foram afixados cartazes com a foto do empresário e o aviso de desaparecimento.
Relembre o caso
Adalberto Amarílio Júnior desapareceu em 30 de maio do ano passado, após participar de um festival de motociclismo realizado no autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.
O corpo dele foi localizado três dias depois, em 3 de junho, em uma área em obras dentro do complexo. O empresário foi encontrado em um buraco com cerca de três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro.
O laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário teve morte violenta por asfixia.
Até outubro de 2025, a polícia tinha ouvido pelo menos 15 pessoas sobre o caso. Incluindo familiares, amigos e funcionários das empresas de segurança. Cinco seguranças foram investigados, com quatro sendo ouvidos inicialmente, e um lutador de jiu-jitsu detido por munição ilegal.
O caso até hoje não foi solucionado, e ninguém foi preso.
