
Em um momento em que agências disputam não apenas contas, mas relevância estratégica dentro das empresas, a área de atendimento volta ao centro da conversa. É justamente nesse território que a agência WE anuncia a chegada de Ana Luiza Leite como nova VP de Atendimento.
A movimentação não é apenas uma troca de cadeira. Ela revela um reposicionamento mais amplo sobre o papel do atendimento dentro das agências — menos operacional, mais estratégico. Ao dividir a liderança da área com Wesley Santesso, a executiva passa a atuar diretamente na condução de grandes contas da casa, como EMS, BYD, Cacau Show, Shopee, SBT e Grupo Boticário.
Co-liderança como resposta ao crescimento
O modelo de co-liderança adotado pela agência surge como resposta a um cenário de crescimento acelerado. Após a fusão com a LVL e a conquista de novos clientes, o volume de negócios aumentou e, com ele, a necessidade de uma estrutura capaz de sustentar relações mais próximas e consistentes com os anunciantes.
Mais do que atender, a área passa a operar como elo entre estratégia, criatividade e resultado. Em um mercado em que marcas cobram agilidade e profundidade ao mesmo tempo, garantir respostas rápidas sem perder visão de negócio se torna um diferencial competitivo.
A trajetória de Ana Luiza Leite ajuda a explicar essa escolha. Com mais de 20 anos de carreira, ela acumula passagens por agências como Neogama/BBH, África e Y&R, além de experiência no lado do cliente, na Braskem, e atuação recente em growth e novos negócios na SUBA — uma combinação que reflete exatamente o perfil híbrido que o mercado passou a exigir.
Atendimento como pilar estratégico
Sua chegada também dialoga com uma transformação silenciosa, mas relevante, dentro das agências: o atendimento deixou de ser apenas o guardião da relação e passou a ser protagonista na geração de negócios. É quem traduz briefing em oportunidade, ruído em solução e expectativa em entrega.
Ao reforçar essa área, a agência WE sinaliza que crescimento não se sustenta apenas com novas contas, mas com a capacidade de aprofundar relações. Em um cenário em que confiança virou ativo escasso, estruturar o atendimento como pilar estratégico deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.
Em um cenário mais amplo, a movimentação aponta para uma mudança mais ampla no mercado: agências que entendem que relacionamento não é consequência do trabalho. É parte essencial dele.
