Eduardo Bolsonaro manda vídeos para o pai em prisão domiciliar

Fantasma Eduardo BolsonaroCrédito: Oscar Filho por IA

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admitiu publicamente na noite deste sábado (28), que tem gravado vídeos e enviando diretamente para seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde sexta (27), em Brasília. A declaração sugere que há quebra das medidas cautelares rígidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O filho número dois de Jair iniciou o seu discurso na edição 2026 da Conservative Political Action Conference (CPAC) – Conferência de Políticos Conservadores -, nos Estados Unidos (EUA), com o aparelho de celular na mão em posição de “vídeo selfie”, dizendo que registrava o momento para que o ex-chefe de estado do Brasil visse o intento dos seus atos no exterior. :

A declaração foi divulgada em sua rede social oficial e está aberta ao público.

Tempo pode fechar

Embora o STF não tenha emitido ainda uma nota oficial ou decisão específica sobre esse ocorrido, o histórico de medidas do ministro Moraes sugere que o cerco deve apertar.

Nas últimas “orientações” divulgadas nesta sexta (27), quando Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e foi para a prisão domiciliar, o magistrado deixou claro que o descumprimento das medidas e regras judiciais implica na revogação da prisão domiciliar e “retorno imediato ao regime fechado” ou a depender do estado de saúde de Jair Bolsonaro, ao hospital penitenciário.

Estratégia política de Flávio Bolsonaro

Em um segundo momento da Conferência, Eduardo Bolsonaro reforçou a estratégia da família para a candidatura do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para a Presidência da República.

O deputado que teve seu mandato cassado em 2025 defendeu abertamente a candidatura do irmão e declarou que a ascensão de Flávio a cadeira presidencial é caminho para garantir o perdão (indulto) ao pai. “Nós vamos vencer as eleições, vamos conceder perdão ao Jair Bolsonaro”, afirmou em tom exaltado.

Em discurso no mesmo evento, Flávio Bolsonaro se posicionou como herdeiro político de Jair e afirmou “reparar injustiças” que o seus aliados alegam sofrer mediante a justiça brasileira.

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