RJ: traficante obriga lojas a comprarem farinha superfaturada

Traficantes impõem compra de farinha e pressionam padarias em Belford RoxoReprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando um esquema de extorsão praticado por traficantes contra comerciantes da cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio de Janeiro .

Segundo denúncia do prefeito Marcio Canella (União), o criminoso Leandro Santos Sabino, conhecido como “Flamengo”, estaria obrigando os lojistas a comprarem uma marca específica de farinha de trigo, comercializada pela facção, de forma superfaturada. O esquema atinge principalmente estabelecimentos localizados no Parque São José e no Parque Suécia, no limite com o município de Duque de Caxias, também na Baixada Fluminense.

De acordo com o prefeito, os traficantes impõem a compra de um saco de farinha por R$ 100, enquanto no mercado convencional o mesmo produto de 25kg está custando de R$ 60 a R$ 70.

Extorsão reflete nos preços finais 

Segundo o prefeito de Belford Roxo, a extorsão promovida pela facção na compra da farinha reflete diretamente no bolso dos moradores da região.

Em nota, Canella afirmou que o preço do pão francês nas comunidades saltou de R$ 0,50 para R$ 0,80 em poucos dias. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito destacou que já registrou o caso na 54ª DP (Belford Roxo) e levará a denúncia ao Ministério Público e à Polícia Federal. 

Investigação avançada

Em nota enviada ao iG, a Polícia Civil informou que a investigação conduzida pela 54ª DP está em estágio avançado e apura a prática criminosa. A corporação disse que mantém ações contínuas para desarticular facções narcoterroristas e toda a cadeia associada a esses grupos. Na resposta ao iG, a Polícia Civil também orientou que todas as vítimas dessa situação registrem os casos para que os fatos sejam apurados individualmente e seus autores possam ser identificados e responsabilizados criminalmente.

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia, que é o (21) 2253-1177 (telefone e WhatsApp), operando 24 horas.

O iG também tentou contato com o Ministério Público do Rio de Janeiro, mas não recebeu retorno até o momento. O espaço segue aberto.

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