Trump promete ofensiva pesada contra o Irã e fala em bombardeios até “retroceder à Idade da Pedra”

PRONUNCIAMENTO DE TRUMP (2)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (1º) que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim, mas diferente do que o mercado esperava, ele sinalizou uma ofensiva militar. Em pronunciamento à nação, o líder americano declarou que o conflito será encerrado quando os objetivos militares definidos por Washington forem alcançados.

Apesar da sinalização de que o fim da guerra pode ocorrer em breve, Trump indicou que a ofensiva militar será intensificada antes disso. Segundo ele, os Estados Unidos devem ampliar os ataques contra o país persa nas próximas duas a três semanas. Durante o discurso, o presidente afirmou:

 “Vamos atacar o Irã com extrema força, bombardeá-los e fazê-los retroceder à Idade da Pedra”, disse.

Segundo Trump, os objetivos militares da operação incluem a destruição de capacidades estratégicas das forças iranianas. Entre as metas mencionadas estão a neutralização da Marinha e da Força Aérea iranianas, além da destruição de armamentos considerados relevantes para o conflito.

De acordo com o presidente americano, esses objetivos estariam próximos de ser atingidos, o que abriria caminho para o encerramento das operações militares.

Estreito de Ormuz também foi tema do pronunciamento de Trump

Trump também mencionou o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.

A passagem foi bloqueada pelo Irã após o início dos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel. No pronunciamento, o presidente afirmou que o estreito deverá ser reaberto naturalmente quando a guerra terminar.

O comentário ocorre em um momento em que a interrupção da rota marítima gera preocupação nos mercados globais de energia, já que o estreito concentra uma parcela relevante do fluxo internacional de petróleo.

Mudança de regime não é objetivo

Trump também abordou a questão do comando político iraniano. Segundo ele, uma mudança de regime no país nunca esteve entre os objetivos da operação militar conduzida pelos Estados Unidos.

A declaração busca delimitar o escopo do conflito, indicando que a estratégia americana estaria focada em objetivos militares específicos, e não em uma transformação política interna no Irã.

Análise do especialista

Na avaliação de Igor Lucena, o conflito entre Estados Unidos e Irã entrou em uma nova fase marcada pela disputa de narrativas.

Ontem assistimos uma guerra de narrativas. De um lado, o presidente Donald Trump tentando mostrar que os Estados Unidos estão muito próximos de uma grande vitória, principalmente pela destruição das armas militares iranianas. Do outro, os iranianos tentando se colocar como vítimas e não como provocadores”, afirmou.

Para Lucena, essa disputa também ocorre dentro da própria política americana.

Eles entendem que a melhor maneira de parar o conflito é internamente, com pressão dentro dos Estados Unidos, ainda mais com a proximidade das eleições de midterms”, disse.

Segundo o economista, o cenário tende a um impasse militar, semelhante a conflitos prolongados recentes, enquanto os efeitos econômicos já são sentidos globalmente.

O preço do barril de petróleo dispara não só com as ações iranianas, mas também com as falas do presidente Trump, e o mundo todo sente isso”, afirmou.

Ele acrescenta que as projeções mais recentes indicam que os preços do petróleo podem levar até o fim de 2026 para retornar aos níveis observados antes da escalada do conflito.

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