
Uma investigação da polícia do Nepal resultou no indiciamento de 32 pessoas por suspeita de participação em um esquema de fraude no turismo de montanha no Monte Everest, entre janeiro e abril de 2026, envolvendo empresas de trekking, operadores de helicóptero e hospitais locais que, segundo autoridades, teriam simulado intoxicações para acionar evacuações médicas e gerar lucros indevidos com seguros internacionais. A informação é do NY Post.
Os agentes responsáveis afirmam que o esquema envolvia a manipulação de alimentos oferecidos a turistas durante expedições, provocando sintomas gastrointestinais semelhantes aos de doenças de altitude. Em seguida, as vítimas eram direcionadas a evacuações de emergência por helicóptero, que acabavam sendo cobradas de seguradoras estrangeiras.
De acordo com o jornal Kathmandu Post, investigadores apontam que documentos médicos e registros de voo teriam sido forjados para justificar os reembolsos. O valor total obtido de forma irregular chega a cerca de R$ 98,45 milhões.
Em outra frente da apuração, policiais sustentam que diferentes empresas participaram do esquema em graus variados, com centenas de resgates supostamente inventados para aumentar os repasses financeiros.
Segundo o chefe da unidade de crime organizado da polícia nepalesa, Manoj Kumar KC, a falta de punições teria contribuído para a continuidade das fraudes.
As autoridades estimam ainda que diferentes empresas do setor teriam causado prejuízos de aproximadamente R$ 50 milhões, R$ 40 milhões e R$ 5 milhões em fraudes separadas, além de uma investigação que aponta multas potenciais de cerca de R$ 56,5 milhões.
O caso segue em análise pela Justiça do Nepal e é tratado como prioridade por autoridades locais devido ao impacto financeiro e à repercussão internacional no turismo de aventura.
*Estagiária sob supervisão
