
Duas sobrinhas do falecido major-general Qasem Soleimani, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foram presas na noite de sexta-feira (3) por agentes federais dos Estados Unidos, após terem os vistos revogados pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Hamideh Soleimani Afshar e sua filha estão sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Segundo autoridades americanas, Afshar é uma defensora declarada do regime iraniano.
De acordo com o Departamento de Estado, enquanto vivia no país, ela utilizava as redes sociais para promover propaganda do governo do Irã. As publicações incluíam elogios a ataques contra soldados e instalações militares americanas no Oriente Médio, apoio à liderança iraniana e críticas aos Estados Unidos, frequentemente descritos como “Grande Satã”.
Ainda segundo o gabinete de Rubio, as postagens contrastavam com o estilo de vida da investigada, que vivia “uma vida de luxo” em Los Angeles. A conta da sobrinha-neta de Soleimani nas redes sociais foi posteriormente excluída.
Além da detenção, o governo americano revogou o status de residente permanente legal (LPR) de Afshar e de sua filha. O marido dela também foi proibido de entrar nos Estados Unidos.
No início do mês, Rubio já havia adotado medida semelhante contra Fatemeh Ardeshir-Larijani, filha de Ali Larijani, ex-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, e contra seu marido, Seyed Kalantar Motamedi. Ambos não estão mais em território americano e também estão proibidos de retornar.
Ao comentar a decisão nas redes sociais, Rubio afirmou que o governo não permitirá a permanência de estrangeiros ligados a regimes considerados hostis.
“O governo Trump não permitirá que nosso país se torne um lar para estrangeiros que apoiam regimes terroristas anti-americanos”, disse.
Until recently, Hamideh Soleimani Afshar and her daughter were green card holders living lavishly in the United States.
Afshar is the niece of deceased Iranian Major General Qasem Soleimani. She is also an outspoken supporter of the Iranian regime who celebrated attacks on…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) April 4, 2026
Morte de Soleimani
Em janeiro de 2020, o general Qasem Soleimani foi morto quando deixava o aeroporto de Bagdá, junto a integrantes de uma milícia armada iraquiana que era aliada do Irã. O bombardeio feito através de drones foi ordenado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A morte de Soleimani teria ocorrido após manifestantes invadirem a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, tendo confrontos com as forças norte-americanas locais. Segundo o Pentágono na época, o líder iraniano teria aprovado o ataque.
A morte do general levou a um aumento nas tensões entre Washington e Teerã. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma “vingança severa” contra os “criminosos” responsáveis. O governo americano foi condenado por um tribunal iraniano a pagar US$ 50 bilhões por perdas e danos causados pela morte do general, que era a peça-chave no aparato de segurança local.
