
‘Rosinhas’ fazem sucesso em ponto de táxi no Rio
🩷Uniformes, cabine telefônica e até o luminoso no teto dos táxis seguem o mesmo padrão: tudo em rosa.
🚕Os detalhes chamam a atenção de quem passa pela Rua das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e identificam o ponto que ficou conhecido na região como o das Rosinhas.
(🤓A pintura externa só não é rosa também porque, por lei, táxis no Rio precisam ser amarelos com uma faixa azul.)
♀️No local, 23 mulheres trabalham como motoristas. A iniciativa surgiu pouco antes da pandemia, a partir de um grupo de conversa, e se consolidou ao longo dos anos.
🗣️“Eles são muito gentis, estão sempre prontos para atender”, afirma a psicóloga Rosane Moreira. A professora Maria Amália diz que a preferência é clara: “A gente escolhe elas”.
💁♀️Apesar de o ponto também contar com 12 motoristas homens, foram as condutoras que deram visibilidade ao local.
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A taxista Jamaci Mendes é uma das ‘Rosinhas’
Reprodução/TV Globo
Rotina e crescimento da clientela
🌅As profissionais começam cedo. Segundo a taxista Daniele Carnaval Soares, por volta das 6h30 já há movimento de passageiros. “A gente já tem passageiros logo cedo. A clientela é garantida e aumenta cada vez mais por recomendação dos próprios passageiros”, diz.
↗️Com 16 anos e meio de experiência na profissão, Daniele conta que trabalha no ponto feminino há cerca de 5 anos e percebeu aumento na procura. “Um bom atendimento traz outras pessoas. O próprio passageiro acaba trazendo novos clientes para a gente”, afirma.
💘Daniele destaca que o diferencial está no cuidado com o público. “A gente está sempre atendendo da melhor maneira possível. É um atendimento diferenciado, principalmente para idosos, crianças e até para os pets, que já nos conhecem”, diz.
A taxista Soraia Almeida mostra alguns mimos aos passageiros
Reprodução/TV Globo
Relação com os passageiros
💞A proximidade com os clientes é um dos pontos fortes do serviço. “Virou confidente, amiga. A gente vai conversando, rindo e ainda chego em casa com muita segurança”, conta a passageira Ana Carolina Chateaubriand.
🩷O aposentado Ivan Lins de Azevedo também elogia o atendimento. “São mais atenciosas, dirigem com mais prudência. Só não pego aqui quando não tem”, afirma.
🎁Algumas motoristas investem na personalização do carro e no atendimento. A taxista Soraia Almeida mantém itens como álcool em gel, hidratante, balas e mensagens para os passageiros.
♻️Soraia começou na profissão após a morte do marido, vítima da Covid-19. Advogada aposentada, ela decidiu mudar de rotina. “Fiquei viúva, com 2 filhos criados. Resolvi vir para o táxi e adoro”, conta.
🌎A taxista Jamaci Mendes também relata mudanças na vida após entrar na profissão. “Passei a conhecer melhor o Rio de Janeiro, lugares que nunca imaginei conhecer”, diz.
💯Para mulheres que pensam em entrar na profissão, Daniele deixa um recado: “Nós somos poderosas, podemos tudo. Não tenham medo”.
Rosinhas têm uniforme característico
Reprodução/TV Globo
Até o bigorrilho tem detalhes em rosa
Reprodução/TV Globo
