Janela partidária: o xadrez que pode definir as eleições

A ex senadora Kátia Abreu se filiou ao PT e o deputado federal Túlio Gadelha saiu do Rede e passou ao integrar o PSD.Agências Senado/Câmara (montagem)

A semana terminou com um dos capítulos mais decisivos para as eleições 2026: o fim da janela partidária e o novo desenho do cenário político, depois do “troca-troca” de partidos.

De 5 de março e 3 de abril, o que se viu foi uma movimentação intensa de candidatos às eleições em busca de terra firme — e recursos — para a disputa que se aproxima.

O Partido Liberal (PL) foi o ganhador de novas filiações e o Partido dos Trabalhadores (PT) seguiu em estabilidade.

Além das mudanças intensas de partido que movimentou o cenário político nos últimos dias, o encerramento do período oficial, nesta última sexta (3), trouxe à tona o pragmatismo político com a emblemática escolha da ex-senadora Kátia Abreu, que anunciou o seu ingresso no PT.

Com histórico conhecido por forte oposição ao atual presidente da República e ao PT, a ex-senadora pelo Tocantins anunciou a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores afirmando união pela democracia e “pela reeleição do presidente Lula”.

Com histórico partidário robusto, Kátia Abreu já integrou mais de cinco partidos – PSDS, PSDB, PP, PDT, PSD, MDB, PPB, PFL E DEM – e é conhecida pela sua forte atuação na bancada ruralista.

Congresso lidera dança das cadeiras

Cerca de 20% da Câmara dos Deputados – de 114 a 120 dos 513 deputados – alterou sua base partidária com padrões de movimentação claros: fortalecimento e fuga de legendas – esta última, enfraquecidas -, acordos regionais e busca de fundo partidário (mais verba), segundo dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Maior bancada na Câmara: O PL está com a maior fatia do fundo partidário eleitoral, o que permite grande investimento em campanhas e estruturas.
  • Cerca de 97 deputados federais pertencem atualmente ao partido, com ganho líquido recente de aproximadamente 12 políticos.
  • Estabilidade: Já o PT manteve a coesão e segundo levantamento feito pelo iG, segue em estabilidade e o segundo em maior fundo eleitoral.
  • Em ascendência: O Partido Social Democrático (PSD) foi grande beneficiado dessa última movimentação de troca de partidos e se consolidou em 2026 como a terceira maior bancada em vários estados, apresentando ganho de nove políticos. O deputado federal Túlio Gadelha foi um dos que se destacaram na mudança recente, se filiando ao PSD. 
Mudanças emblemáticas marcaram a janela partidária de 2026.Gerado por IA

Perdendo espaço: Cerca de 11 deputados deixaram o União Brasil.

O que vem por aí?

Com a base política redefinida e faltando seis meses para as eleições – ocorre em 4 de outubro -, o calendário eleitoral segue agora em ritmo mais tranquilo, antes do fluxo intenso das convenções partidárias que acontecem de 20 de julho a 5 de agosto.

Conforme o cronograma oficial do TSE, os próximas datas fundamentais são:

– Junho: Neste mês inicia uma “peneira”, na qual emissoras de rádio e TV não podem mais transmitir programas apresentados por pré-candidatos. – 20 de julho a 5 de agosto: Período das convenções partidárias com a confirmação das candidaturas, onde são anunciadas quem disputa e para que cargo nas eleições. – 16 de agosto: Começa oficialmente a propaganda eleitoral em todas as mídias, incluindo a internet.

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