
Centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro descobriram recentemente que estão endividados, por conta dos bloqueios ilegais em rodovias que foram realizados depois das eleições de 2022.
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Para protestar contra o resultado do pleito que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caminhoneiros interromperam o tráfego em várias rodovias, o que acabou gerando multas que vão de R$ 100 mil a R$ 15,5 milhões, aplicadas tanto a pessoas físicas quanto a empresas de transporte. A informação é do colunista Lauro Jardim, de O Globo.
Pelos cálculos que foram apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e referendados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o valor mínimo é para interdições de até uma hora, com incremento de R$ 100 mil a cada hora adicional de infração e para cada veículo de um mesmo proprietário.
Em dezembro passado, o STF homologou os valores individualizados, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) — e confirmou a execução das multas na Justiça Federal.
Há cerca de um mês, Alexandre de Moraes delegou aos juízes do foro de cada devedor os atos necessários à liquidação.
Agora, cabe à União atuar diretamente na cobrança dos valores estabelecidos.
