
O McDonald’s anuncia o retorno das Seleções do Méqui para a Copa do Mundo FIFA 2026. Mais do que um cardápio temático, a ação revela uma estratégia cada vez mais refinada da marca: transformar grandes eventos em plataformas proprietárias de engajamento.
E tudo começa antes mesmo do apito inicial.
Pré-venda no app cria escassez e pertencimento
Ao abrir a pré-venda do combo Brasil exclusivamente no aplicativo, o Méqui não está apenas vendendo antecipadamente. Ele cria escassez, antecipação e sensação de pertencimento. Quem compra antes, participa antes. Quem participa antes, se sente parte.
Mas o movimento vai além da mecânica promocional. O sanduíche Brasil chega carregado de referências locais — vinagrete, farofa e maionese verde — numa tentativa clara de capturar o sabor do país em uma experiência de consumo rápida.
Não é só sobre comer. É sobre consumir um símbolo.
“O lançamento do menu de Seleções do Méqui é sempre um momento muito esperado, e dar início com a pré-venda do Combo Brasil é a nossa forma de dizer que a torcida já começou. Para o McDonald’s, esse é um marco que nos aproxima ainda mais dos nossos fãs em um momento de paixão nacional”, afirma Ilca Sierra, diretora de Marketing do McDonald’s no Brasil.
Esse posicionamento se conecta diretamente a um comportamento já conhecido: em momentos de grandes eventos esportivos, o consumidor não quer apenas assistir. Ele quer viver o clima, vestir, postar, comentar e, agora, também saborear essa experiência.
Chefs como embaixadores
Outro ponto de atenção está na construção narrativa da campanha. Ao usar chefs como representantes das seleções, em uma linguagem que flerta com concursos, a marca cria um storytelling leve, global e facilmente adaptável para diferentes mercados.
É entretenimento com propósito de venda. E funciona porque simplifica algo complexo: transforma países em sabores, rivalidades em escolhas de cardápio e a Copa em uma jornada de experimentação.
Branding de longo prazo
Talvez o maior acerto esteja na consistência. As Seleções do Méqui não são novidade e justamente por isso funcionam. Ao repetir a ação em ciclos de Copa, o McDonald’s constrói memória. O consumidor já espera, já reconhece e já entra no jogo antes mesmo da campanha começar.
É branding de longo prazo, disfarçado de lançamento sazonal.
No fim das contas, o Méqui entende algo fundamental: a Copa do Mundo não começa no dia do jogo. Ela começa no hype, na conversa, na expectativa. E, agora, também no app.
