Parlamentares mudam de partido e prefeitos deixam cargos de olho nas eleições de 2026 em MG


Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (foto ilustrativa)
Luiz Santana/ALMG
A janela partidária de 2026 terminou às 23h59 da última sexta-feira (3) e provocou mudanças na Assembleia Legislativa e nas bancadas mineiras na Câmara dos Deputados e no Senado.
Considerando todas as casas legislativas, a federação União Brasil-PP e o PSD foram as legendas que mais receberam parlamentares, enquanto o Avante registrou as maiores perdas.
Ao todo, 17 deputados estaduais, 12 deputados federais e dois senadores mineiros trocaram de partido no período, quando a legislação permite a mudança sem risco de perda de mandato.
No mesmo prazo, prefeitos também deixaram os cargos para disputar as eleições, conforme determina a legislação eleitoral (veja mais abaixo).
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Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a federação União Brasil-PP concentrou o maior número de novos filiados, com cinco deputados. O PSD aparece em seguida, com quatro novos integrantes.
Por outro lado, Cidadania e PRD foram os partidos que mais perderam deputados estaduais, com duas saídas cada.
Dança das cadeiras na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Câmara dos Deputados
Na bancada mineira da Câmara dos Deputados, a federação União Brasil-PP e o PL foram os principais destinos, com quatro novos parlamentares cada.
Entre as siglas que mais perderam deputados federais, o Avante lidera, com quatro saídas.
Dança das cadeiras na bancada mineira na Câmara dos Deputados
Senado
No Senado, dois dos três representantes de Minas Gerais mudaram de partido. Carlos Viana deixou o Podemos e se filiou ao PSD. Ele deve concorrer à reeleição na chapa encabeçada por Mateus Simões ao Palácio Tiradentes.
Já Rodrigo Pacheco saiu do PSD e ingressou no PSB, na expectativa de concorrer ao Governo de Minas.
A janela partidária é um período previsto na legislação eleitoral que ocorre seis meses antes das eleições e permite que deputados e vereadores mudem de partido sem sofrer punição por infidelidade partidária. Fora desse prazo, a troca pode resultar na perda do mandato.
Desincompatibilização de prefeitos
Em Minas Gerais, ao menos quatro prefeitos de cidades de médio e grande porte se afastaram dos cargos dentro do prazo legal para disputar as eleições.
Em Contagem, a prefeita Marília Campos (PT) deixou o cargo para concorrer ao Senado. Em Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos) também se desincompatibilizou, mas ainda não confirmou qual cargo pretende disputar.
Situação semelhante ocorre em Patos de Minas, onde o prefeito Luis Eduardo Falcão (Republicanos) se afastou sem anunciar a candidatura. Já em Passos, Diego Oliveira (PSD) deixou o cargo para concorrer a deputado estadual.
A desincompatibilização é a exigência legal para que ocupantes de cargos do Executivo se afastem de suas funções dentro de prazos definidos antes da eleição, caso queiram disputar outros cargos. A medida busca evitar o uso da estrutura pública em benefício eleitoral.
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