
Luís Akay foi julgado e condenado nos Estados Unidos por morte de brasileira
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De volta a Santarém, oeste do Pará, após acompanhar o encerramento do julgamento de Luís Antônio Gomes Akay, em Los Angeles (EUA), professora e turismóloga Erbena Costa disse que está aliviada e agradecida a todos que colaboraram para a condenação do assassino confesso de sua única filha, Anna Laura Costa Porsborg.
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“Era o que o meu coração pedia desde o começo. Eu tinha muito medo que ela saísse livre do julgamento. Mas ,após o anúncio do veredito dos jurados, eu respirei aliviada, disse Erbena Costa.
A mãe de Anna Laura participou do julgamento de Luís Akay como testemunha. No entanto, não pôde acompanhar os depoimentos das demais testemunhas. Após responder às perguntas do advogado de defesa e do promotor, permaneceu nos Estados Unidos aguardando o fim do julgamento, encerrado no dia 3 de abril.
Os 12 jurados foram unânimes pela condenação do brasileiro por homicídio em primeiro grau pela morte de Anna Laura Costa Porsborg. A pena, no entanto, só será conhecida no dia 27 de abril. Akay pode pegar, no mínimo, 25 anos de prisão, podendo também ser condenado à prisão perpétua.
“Eu estava ali meio que paralisada. Mas quando o detetive que estava acompanhando os votos dos jurados me disse: ‘conseguimos’, eu me senti mais leve e ao mesmo agradecida a todos que não mediram esforços para que o assassino da minha filha fosse condenado”, contou Erbena.
Confira os destaques do g1 Santarém e Região com Silvia Vieira
Ainda fragilizada por ter ficado diante do assassino confesso de sua filha no tribunal de Los Angeles, Erbena disse ao g1 que tomou a decisão de não retornar à Corte para ouvir a sentença de Luís Akay.
Erbena e Anna Laura faziam planos de morar juntas nos Estados Unidos. As duas viajaram diversas vezes para o país e compartilharam momentos marcantes. Agora, a ausência da filha e a certeza de que não poderá reencontrá-la provocam profunda dor na mãe, que também enfrenta crises de ansiedade. Por isso, ela optou por acompanhar a leitura da sentença por telefone.
“Eu estava ali meio que paralisada. Mas, quando o detetive que acompanhava os votos dos jurados me disse: ‘conseguimos’, eu me senti mais leve e, ao mesmo tempo, agradecida a todos que não mediram esforços para que o assassino da minha filha fosse condenado”, contou Erbena.
Ainda fragilizada por ter ficado diante do assassino confesso da filha no tribunal, Erbena afirmou ao g1 que decidiu não retornar à Corte para acompanhar a leitura da sentença de Luís Akay.
Anna Laura e sua mãe, Erbena Costa
Arquivo pessoal
Erbena e Anna Laura faziam planos de morar juntas nos Estados Unidos. As duas viajaram diversas vezes ao país e compartilharam momentos marcantes. Agora, a ausência da filha e a certeza de que não poderá reencontrá-la provocam profunda dor, além de crises de ansiedade. Por isso, ela optou por acompanhar a leitura da sentença por telefone.
“A condenação é a certeza de que a justiça dos homens está sendo feita e de que ele vai pagar por ter tirado a vida de uma menina linda, inteligente, estudiosa, cheia de sonhos e de vontade de viver, só porque ela não queria ficar com ele. Nada justifica o que ele fez”, afirmou Erbena.
Buscas pelo corpo de Anna Laura
Com a condenação de Luís Akay, os detetives que acompanham o caso desde a confissão e a promotoria esperam que ele informe o local exato onde deixou o corpo de Anna Laura Costa Porsborg.
Antes de retornar a Santarém, Erbena foi levada por investigadores à região de montanhas onde o celular da filha foi encontrado 11 meses após o assassinato.
“Os detetives me levaram até o local onde o assassino confesso disse que deixou o corpo da minha filhinha. É uma área montanhosa, com um desfiladeiro enorme, onde não dá para ver o fundo. As buscas foram retomadas, e alunos de cursos de salvamento estão fazendo estágio lá. Eu ainda tenho esperança de que o corpo da minha filhinha seja encontrado”, declarou Erbena.
Relembre o caso
Natural de Santarém, no oeste do Pará, Anna Laura Costa Porsborg morava nos Estados Unidos havia cinco anos. Ela era soldado do Exército norte-americano, vivia no estado da Virgínia e viajou a Los Angeles para passar alguns dias com o então namorado.
Anna Laura, de 22 anos, estava desaparecida desde o dia 27 de dezembro
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O último contato de Anna Laura com a mãe, Erbena Costa, ocorreu no dia 27 de dezembro de 2022. As duas mantinham contato diário, e, ao perceber a ausência de notícias, a mãe estranhou e iniciou buscas, entrando em contato com outras pessoas, incluindo Luís Akay.
Sem informações sobre o paradeiro da filha, Erbena comunicou o desaparecimento à Polícia Federal, que acionou o FBI, nos Estados Unidos. A confirmação da morte veio do órgão americano, que informou que o namorado confessou o crime “sem informar onde estava o corpo, na esperança de não ser condenado”.
Luís Antônio Gomes Akay confessou ter matado Anna Laura por estrangulamento após uma discussão motivada pelo término do relacionamento.
Em audiência na justiça, Luís Akay disse que matou Anna Laura estrangulada e manteve o corpo dentro de uma mala por dois dias
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À polícia de Los Angeles, ele relatou que manteve o corpo da jovem dentro de uma mala por dois dias no hotel onde estavam hospedados, enquanto decidia como se desfazer dele sem levantar suspeitas.
Akay também afirmou que deixou o hotel no dia 29 de dezembro com o corpo e seguiu para uma região montanhosa, onde teria enterrado a vítima e coberto o local com pedras, mas disse não se lembrar do ponto exato.
A repercussão do caso levou à reabertura da investigação, no Brasil, sobre o desaparecimento de outra ex-namorada de Akay, Ana Cláudia Silva, ocorrido em 2017, em Sorocaba (SP).
Há também relatos de outra possível vítima, que teria sido mantida em cárcere privado em New Jersey (EUA), o que leva a família a considerá-lo um assassino em série.
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