
Kanye West
AP Photo/Michael R. Sisak
O governo do Reino Unido bloqueou a permissão de Kanye West para viajar ao país, após a controvérsia em torno de sua apresentação como atração principal planejada para o festival Wireless, em Londres.
O Ministério do Interior informou à BBC que o rapper fez, nesta segunda-feira (07), um pedido para viajar ao Reino Unido por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA).
Segundo o órgão, a decisão de recusar a permissão foi tomada com base no entendimento de que a presença dele não seria do interesse do bem público. Há anos, West tem provocado indignação por uma série de comentários antissemitas, racistas e pró-nazistas.
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Entenda o caso
A Pepsi cancelou o patrocínio ao Wireless Festival após o anúncio de Kanye West como principal atração do evento. Segundo informações da “Variety”, a empresa anunciou neste domingo (5) que decidiu encerrar a parceria de mais de uma década com o festival.
O festival era oficialmente conhecido como “Pepsi MAX Presents Wireless” como parte de uma parceria que existia desde 2015. Horas depois da desistência da Pepsi, outro patrocinador, a Diageo, proprietária das marcas de bebidas alcoólicas Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída do festival. Um porta-voz do PayPal disse à agência Reuters na segunda-feira que sua marca não aparecerá em nenhum material promocional futuro do Wireless.
A contratação de Kanye West foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que relembrou os comentários antissemitas do rapper.
“É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo”, disse Starmer em um comunicado ao jornal britânico “The Sun”. De acordo com à Reuters, o principal partido da oposição, o Partido Conservador, escreveu à Ministra do Interior, Shabana Mahmood, pedindo que ela proibisse o cantor de entrar no país.
