
Imagem de arquivo – Delgatti na CPI dos Atos Golpistas
Geraldo Magela/Agência Senado
O hacker Walter Delgatti Neto, preso desde o ano passado no chamado “presídio dos famosos”, em Tremembé, no interior de São Paulo, conseguiu reduzir 100 dias da pena por ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no fim de março, e publicada nesta segunda-feira (6). Ela atende ao pedido feito pela defesa.
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Hacker Delgatti retorna para presídio em Tremembé
No documento, Moraes considerou que Delgatti foi aprovado em todas as áreas de conhecimento do Enem, além da redação.
A defesa havia pedido mais dias a serem remidos, por leitura de livros, mas, como não houve comprovação da leitura, o ministro deferiu apenas o pedido de redução pela aprovação no Enem.
O g1 procurou a defesa de Walter Delgatti Neto e aguarda um retorno.
Hacker Walter Delgatti Netto
Reprodução/TV Senado
Prisão em Tremembé
Delgatti chegou à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. Em dezembro, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba.
No início deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o hacker a progredir para o regime semiaberto. Com a progressão, ele retornou à unidade de Tremembé.
P2 de Tremembé
Juliana Sever/TV Vanguarda
Invasão do CNJ
Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.
Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.
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Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo.
Já Carla Zambelli teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.
Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
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