
A escalada da guerra no Oriente Médio entrou no radar do Vaticano. Na noite de terça-feira (7), o papa Leão XIV comentou a ameaça feita pelos Estados Unidos contra o Irã e disse que esse tipo de cenário “não é aceitável”.
A fala foi rápida, mas direta. Diante de jornalistas, o pontífice citou o risco que pairava sobre o país naquele momento, horas antes do prazo imposto por Washington.
Crítica a ataques e preocupação com civis
Sem entrar em detalhes políticos, o papa focou no impacto humano da guerra. Disse que a situação ultrapassa questões estratégicas e envolve, antes de tudo, vidas inocentes.

Ele voltou a condenar ataques contra estruturas civis e afirmou que esse tipo de ação fere regras básicas do direito internacional.
Também mencionou o cenário de destruição que vem se formando e chamou atenção para quem mais sofre nesse tipo de conflito.
Leão XIV ainda pediu que a população cobre seus representantes. Segundo ele, a pressão por diálogo também pode vir da sociedade.
Prazo é adiado após avanço nas negociações
Poucas horas depois da declaração, o cenário mudou. O governo dos Estados Unidos aceitou adiar o prazo que havia dado ao Irã.
A decisão veio após uma proposta apresentada pelo Paquistão, que sugeriu uma pausa temporária nos ataques para abrir espaço a negociações.
O plano prevê duas semanas de trégua. Nesse período, o Irã concordou em permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, ainda que com restrições. Esse foi o argumento central para que diversos países se opusessem contra o país persa.
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O anúncio foi feito pelo próprio Donald Trump, que indicou avanço nas conversas e disse que já há pontos em comum entre os dois lados. Porém, houve outros momentos ao londo da guerra em que os países demonstraram trégua e, em seguida, novas divergências surgiram.
Caminho segue indefinido
Mesmo com a pausa, o clima ainda é de cautela. O governo iraniano deixou claro que a trégua não significa o fim da guerra.

Teerã apresentou uma lista de exigências que inclui o fim das sanções, a saída de tropas americanas da região e garantias sobre seu programa nuclear.
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A guerra começou no fim de fevereiro com ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, e, desde então, se espalhou por diferentes pontos do Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz virou peça central do conflito. A região concentra uma das principais rotas de petróleo do mundo, e qualquer bloqueio tem impacto imediato fora dali.
Por enquanto, o acordo abre uma janela para negociação. Mas, sem um entendimento mais amplo, o risco de novos ataques continua.
