
Quartel da Polícia Militar localizado no bairro do Derby, na região central do Recife
Pedro Alves/g1
O policial Cristiano José dos Santos foi expulso da Polícia Militar (PM) após furar uma blitz usando um carro roubado. Com ele, também estava o ex-policial militar Ivanberg Barbosa dos Passos, que recebeu a mesma punição caso retorne à corporação. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da terça-feira (7), foi assinada pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.
De acordo com publicação, um Processo Administrativo Disciplinar Militar foi instaurado para apurar o caso. Ficou comprovado que os investigados “evadiram-se deliberadamente de uma blitz da Operação Lei Seca conduzindo veículo roubado e com placas clonadas”.
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O g1 teve acesso à decisão judicial de agosto de 2022, da 4ª Vara Criminal da Capital. O processo foi um requerimento da Delegacia de Polícia da 7ª Circunscrição, que fica no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
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Segundo o documento, assinado pelo juiz Cícero Bittencourt de Magalhães, os policiais também foram flagrados com entorpecentes. “Foram presos em poder de certa quantia de droga, carro roubado, além de arma de fogo do tipo revólver calibre .40 e munições de mesmo calibre”, conforme consta no Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) citado pelo juiz.
Em outra decisão da Justiça sobre o mesmo caso, assinada pelo juiz Lucas Tavares Coutinho em setembro de 2022, é pontuado que “existem indícios razoáveis de que as pessoas investigadas […] sejam autores/partícipes dos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas”.
Após análise da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social, os acusados foram considerados culpados. Na portaria publicada no DOE, a exclusão deles da PM foi baseada na comprovação de que “a sua conduta infringiu diretamente os preceitos ético-disciplinares, ao defenestrar letalmente a honra pessoal, o sentimento do dever, o pundonor militar e o decoro da classe”.
O g1 entrou em contato com a defesa dos policiais militares para questionar quando aconteceu o caso e se eles ainda podem recorrer da decisão judicial, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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