A lendária Ruta 40 na Argentina é a espinha dorsal do país, percorrendo 5.194 km paralela à cordilheira dos Andes. Com 236 pontes, a via cruza 11 províncias de norte a sul e virou a rota lendária e definitiva para explorar a Patagônia.
Por que a Ruta 40 na Argentina é o desafio supremo dos viajantes?
A rodovia é mundialmente reverenciada por sua escala colossal e diversidade de paisagens, comparável à Rota 66 nos EUA, mas em um ambiente andino. Ela atravessa 20 parques nacionais, conectando desertos de sal, montanhas nevadas e lagos glaciares.
Percorrer sua extensão total é uma expedição de resistência que exige semanas de planejamento. A rota serpenteia os Andes em altitudes que variam do nível do mar a picos que ultrapassam os 4.800 metros, testando o limite de veículos e motoristas.

Qual a diferença de dirigir no extremo Norte e na Patagônia?
A viagem oferece contrastes geográficos brutais. O norte árido apresenta estradas de rípio (cascalho solto) em altitudes onde o oxigênio é rarefeito, enquanto o sul patagônico impõe rajadas de vento violentas e distâncias imensas sem postos de combustível.
Para que você possa planejar as etapas dessa jornada transcontinental, elaboramos uma comparação técnica entre as duas metades da rodovia:
| Trecho da Rodovia | Condição Predominante | Desafio Principal para Direção |
| Norte (Cuyo e Puna) | Maior parte em rípio e sinuosa | Ar rarefeito e falta de oxigênio no motor |
| Sul (Patagônia) | Longas retas pavimentadas | Ventos transversais e isolamento extremo |
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Quais as 11 províncias unidas por esta estrada lendária?
A rodovia nasce na fronteira com a Bolívia, em Jujuy, e morre no Estreito de Magalhães, em Santa Cruz. Durante o trajeto, ela corta províncias vitivinícolas como Mendoza e San Juan, permitindo desvios para degustações aos pés da cordilheira.
O trecho conhecido como “Rota dos Sete Lagos”, em Neuquén, é o mais cênico e acessível, totalmente asfaltado. O isolamento, no entanto, é a marca registrada da rota, onde é possível dirigir por horas sem cruzar com outro ser humano.
Para explorar um dos trechos mais temidos e emblemáticos da Argentina, selecionamos o conteúdo do canal Aprecie a Jornada. No vídeo a seguir, os viajantes enfrentam os famosos “73 Malditos” da Ruta 40, detalhando as condições da estrada de rípio e as precauções necessárias para atravessar esse desafio na Patagônia:
O que os dados turísticos revelam sobre o trajeto andino?
A infraestrutura melhorou nas últimas décadas, mas a essência aventureira da estrada permanece intacta. O planejamento logístico é vital, pois falhas mecânicas em trechos sem sinal de celular podem transformar um passeio em uma emergência complexa.
Para embasar seu roteiro de expedição, listamos os indicadores e orientações oficiais do portal Argentina.travel e da Vialidad Nacional:
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Extensão Total: 5.194 km, a rodovia mais longa do país.
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Infraestrutura: 236 pontes conectam rios e desfiladeiros andinos ao longo do trajeto.
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Ponto Culminante: Abra del Acay, a 4.895 metros de altitude (o passo rodoviário mais alto das Américas).
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Clima: Condições severas no inverno patagônico exigem correntes de neve e pneus adequados.
Vale a pena percorrer os mais de 5 mil quilômetros de uma vez?
Fazer a viagem de uma só vez exige cerca de um mês e um veículo robusto, preferencialmente com tração 4×4. A maioria dos turistas opta por explorar a estrada em partes, focando nas maravilhas da Patagônia ou nas cores do norte andino.
A estrada não é apenas uma fita de asfalto e cascalho; é o sangue que pulsa pelo oeste argentino. Cruzar suas pontes é testemunhar a imensidão da América do Sul em sua forma mais crua, bela e indomável.
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