Crateras em São José dos Campos: Obra de R$ 6,7 milhões deve começar nesta quinta-feira


Cratera que interditou prédios e casas ainda aberta no Jardim Imperial, em São José.
André Bias/TV Vanguarda
A Prefeitura de São José dos Campos (SP) assinou, na tarde desta quarta-feira (8), a ordem de serviço que autoriza a construção de uma nova galeria de águas pluviais no Jardim Imperial. O local é onde duas crateras se abriram no início deste ano. A expectativa é que as obras comecem a partir desta quinta-feira (9).
Nesta quinta, segundo a Prefeitura, a empresa deve montar o canteiro de obra no local, além de mobilizar os equipamentos para o início do reparo.
A licitação havia sido aberta no início de março, para a contratação da empresa responsável pela galeria na Rua Felisbina de Souza Machado.
O edital previa um investimento de R$ 8 milhões, mas o valor do serviço deve ser de R$ 6,7 milhões. O contrato foi feito com a empresa Terrax e a obra terá um prazo de 15 meses para conclusão.
Cratera que interditou casas e prédio completa 2 meses, e rua segue interditada
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Erosões na mesma rua
O problema ocorre na Rua Felisbina de Souza Machado, que já enfrenta histórico de afundamentos há cerca de 15 anos. No início deste ano, a situação se agravou com a abertura de duas grandes crateras em um curto intervalo de tempo.
Uma primeira erosão surgiu em 27 de janeiro, no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy. Na ocasião, um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto chegou a ser engolido pela cratera.
Caminhão é ‘engolido’ por cratera em São José dos Campos
Peterson Grecco/TV Vanguarda
Dias depois, em 7 de fevereiro, uma segunda cratera se abriu a cerca de 250 metros do primeiro ponto, após fortes chuvas, e interditou quatro casas e o Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos localizado ao lado da erosão. O novo desabamento provocou, inclusive, a queda de um poste de energia.
Na época, ao todo, 156 pessoas precisaram deixar suas casas. Os moradores tiveram que retirar pertences às pressas, utilizando sacos de lixo e lençóis para transportar roupas, documentos e eletrodomésticos. Desde então, a rua segue sob monitoramento.
A Sabesp informou que realizou adaptações nas tubulações para garantir o abastecimento de água, mas afirmou que a galeria rompida não é de responsabilidade da companhia.
Já a EDP fez a substituição de postes e a recomposição da rede elétrica, enquanto a Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados por segurança, na ocasião.
Obras de recuperação de cratera começam no Jardim Imperial
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