Com 3.300 toneladas de granito e submersa há 7 milênios, muralha gigante é a mais antiga que as pirâmides e revela segredo de engenharia costeira do Mesolítico que intriga cientistas

O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá

Muralha submersa de 7 mil anos acaba de ser confirmada por arqueólogos no litoral da França. A estrutura de granito, com 120 metros de extensão, fica perto da ilha de Sein e muda o que se sabia sobre engenharia costeira no fim do Mesolítico.

Onde fica exatamente a muralha submersa de 7 mil anos?

A formação repousa no oceano Atlântico, a nove metros de profundidade, na ponta oeste da Bretanha. A ilha de Sein, pequena e rochosa, marca o local exato.

Quando construída, entre 5.800 e 5.300 a.C., o nível do mar estava sete metros mais baixo e a área era terra firme costeira.

O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá
O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá

Quem identificou a estrutura pela primeira vez?

O geólogo aposentado Yves Fouquet notou a anomalia em 2017 ao analisar mapas de relevo oceânico feitos com tecnologia LIDAR. A linha reta de 120 metros destoava da paisagem natural.

Entre 2022 e 2024, mergulhadores realizaram 59 descidas e 35 horas submersas para confirmar a origem humana.

Como os pesquisadores confirmaram a idade da muralha?

Estudos de datação e análise do granito mostram que a construção ocorreu no final do Mesolítico. A muralha é mais antiga que Stonehenge e as pirâmides de Gizé.

Blocos pesados, alguns com monólitos verticais de quase dois metros, formam a base de 3.300 toneladas. A estrutura resistiu ao tempo submersa por milênios.

No vídeo a seguir, o canal France 3 Bretagne, com mais de 120 mil inscritos, mostra um pouco do assunto:

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Qual era a função provável dessa construção antiga?

Os especialistas investigam duas hipóteses principais. A muralha pode ter servido como armadilha para peixes na maré baixa ou como barreira contra inundações.

Confira as principais características:

  • 120 metros de extensão com blocos de granito alinhados
  • Mais de 60 monólitos verticais reforçando a estrutura
  • Onze estruturas menores ao redor da muralha principal
  • Localização estratégica entre maré alta e baixa na época
O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá
O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá

Por que essa descoberta muda o entendimento sobre as comunidades pré-históricas?

A muralha prova que grupos de caçadores-coletores já organizavam grandes obras com técnica avançada. Eles não eram nômades simples, mas comunidades capazes de planejar e construir em escala.

A BBC destaca que o achado abre novas perspectivas para a arqueologia subaquática na Europa.

O fenômeno das marés extremas em Alma, Canadá
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O que o futuro reserva para o estudo dessa muralha submersa?

Novas expedições devem mapear melhor as 11 estruturas menores e buscar vestígios de uso diário. Os pesquisadores querem entender se o local era habitado ou apenas de caça.

Essa muralha submersa de 7 mil anos mostra que o litoral francês guarda segredos de um passado mais sofisticado do que se imaginava. O Atlântico continua revelando capítulos esquecidos da história humana.

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