
Mães de jovens mortos em operação policial são ouvidas pela PM
Cerca de quatro meses depois da operação policial que terminou com a morte de quatro jovens em dezembro do ano passado, em Nossa Senhora do Socorro, as mães das vítimas começaram a ser ouvidas durante reunião no Comando do 5º Batalhão da Polícia Militar.
Elas contestam a versão de confronto e cobram respostas sobre o que aconteceu dentro da casa onde os jovens estavam.
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Segundo elas, a expectativa é conseguir respostas que expliquem as circunstâncias que levaram à morte dos irmãos: Maycon William Nunes Santos, de 22 anos, e Max William Nunes, de 27, e de Renato de Oliveira Santos, de 17 anos, e Gladson de Jesus dos Santos, de 19.
De acordo com os advogados que representam as famílias, existem inconsistências no processo que precisam ser explicadas.
O caso foi investigado pela Polícia Civil, e encaminhado ao Ministério Público Estado de Sergipe (MPSE) que arquivou o processo por entender que não havia respaldo nos elementos dos autos que indicassem a ocorrência de excessos por parte dos policiais e que a ação teria ocorrido dentro dos limites legais.
Com o arquivamento do processo, a defesa entrou com pedido de revisão do caso, que agora está sob análise do procurador-geral de justiça do MPSE.
O que dizem as autoridades
Em nota, a Polícia Militar de Sergipe informou que foi aberta uma sindicância sobre esse caso e que ela está na fase inicial. Ainda segundo a PM, foi pedida a cópia do inquérito policial já concluído e arquivado pela Polícia Civil e pelo MPSE. Ainda na nota, a PM ressaltou o compromisso com a apuração de todos os fatos.
O MPSE também foi procurado, mas não houve retorno sobre a resposta ao pedido das famílias para que o caso seja desarquivado e encaminhado à justiça, até o fechamento desta reportagem.
Mortes
Jovens morrem durante ação policial
Arquivo Pessoal
Quatro pessoas, sendo três homens e um adolescente, foram mortos a tiros no dia 18 de dezembro no Conjunto Fernando Collor, em Nossa Senhora do Socorro .
Na ocasião, a Polícia Militar informou que houve confronto e que os jovens teriam envolvimento com crimes, versão que é negada pelas famílias.
Os familiares negam a versão da polícia e afirmaram que os jovens dormiam quando os policiais entraram na residência, e que eles teriam sido espancados e mortos.
