Irã contraria Trump e diz que vai manter enriquecimento de urânio

Bandeira do IrãReprodução/ Pixabay

O chefe do programa nuclear do Irã, Mohammad Eslami, afirmou que não vai deixar de enriquecer urânio. A medida é uma das condições dos Estados Unidos para encerrar a guerra. A declaração foi feita nesta quinta-feira (9), conforme as informações da agência estatal Isna.

O enriquecimento de urânio é um procedimento base para a produção de armas nucleares. Este é um dos pontos de desentendimento entre os Estados Unidos e o Irã.

De acordo com a Casa Branca, Teerã, a capital iraniana, tem como objetivo produzir armas nucleares. O regime iraniano nega a informação e diz que seu programa nuclear é pacífico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos), exigiu o fim total do enriquecimento de urânio pelo Irã.

O presidente considera o enriquecimento de urânio uma “linha vermelha” e estuda remover o material enriquecido do país. A administração de Trump ameaçou com ataques “maiores e mais fortes” se o Irã não cumprir as demandas, enquanto o Irã insiste em seu direito ao enriquecimento.

A declaração de Eslami contraria Trump. Na declaração desta quinta-feira, o chefe do programa nuclear do Irã disse que ninguém vai impedir o programa de enriquecimento do país.

Ainda nesta semana, na quarta-feira (8), Trump afirmou que o Irã não vai mais enriquecer urânio depois da guerra no Oriente Médio.

As falas acontecem em meio ao acordo de cessar-fogo entre os países. Mesmo com a trégua, o cenário ainda é instável.

As negociações para o fim de guerra em definitivo devem iniciar nesta próxima sexta-feira (10), em Islamabad, capital do Paquistão. Israel também deve participar das tratativas.

Donald TrumpDivulgação/ White House

Ameaça de Trump

Donald Trump voltou a elevar o tom contra o Irã e afirmou que poderá lançar um ataque ainda mais intenso caso o acordo em negociação não seja cumprido. As informações são do The New York Times.

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que as forças americanas permanecerão mobilizadas na região até que todos os termos do acordo sejam atendidos por Teerã.

Na mesma mensagem, o presidente fez um novo alerta. Segundo ele, caso o entendimento não avance, os Estados Unidos podem retomar os ataques em escala ainda maior.

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