
Carro usado por Geovani Schaeffer após atropelamento em Juiz de Fora, foto de arquivo
Corpo de Bombeiros/Divulgação
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu o julgamento de Geovani Schaeffer, acusado de atropelar e matar três pessoas durante um torneio leiteiro em Juiz de Fora. A suspensão ocorreu após a Comarca de Bicas alegar falta de segurança e imparcialidade para realizar o júri.
O pedido foi aceito pelo desembargador relator Jaubert Carneiro Jaques, em decisão assinada em março.
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O processo já havia sido transferido de Juiz de Fora para Bicas justamente pelos mesmos motivos. Com a nova manifestação da Comarca de Bicas, o tribunal decidiu suspender o processo até a definição de outra cidade para o julgamento.
Segundo o documento, o Ministério Público foi favorável à nova transferência. Já a defesa do réu se posicionou contra e pediu a reavaliação da decisão.
Geovani Schaeffer está preso no Presídio de Eugenópolis desde 27 de outubro de 2023. Ele vai a júri popular, ainda sem data definida.
O motorista responderá por:
Homicídio consumado (3 vítimas fatais): Dionizia Marinho Lopes e Elear Maria Faião (duas vezes qualificadas), e Helena Peters de Macedo, uma criança de 3 anos (qualificada, inclusive, contra menor de 14 anos)
Tentativa de homicídio (8 vítimas sobreviventes)
As qualificadoras mantidas incluem motivo fútil (em razão de uma briga anterior), perigo comum (devido à aglomeração de pessoas), e recurso que dificultou a defesa das vítimas (entrando em alta velocidade em área exclusiva para pedestres).
Durante o processo, a defesa pediu um exame de sanidade mental. O resultado indicou que o réu tinha capacidade de entender os próprios atos e, por isso, vai responder pelos crimes.
ENTENDA:
Um crime doloso é aquele em que a pessoa tem a intenção de cometer;
Um crime culposo acontece quando a pessoa não tem a intenção de cometer, mas ele acontece por negligência, imprudência ou imperícia.
Resumo do caso: relembre o que aconteceu
Vídeo mostra momento em que motorista retorna e invade torneio leiteiro em Juiz de Fora
O caso aconteceu na madrugada de 9 de setembro de 2023, durante um torneio leiteiro no estacionamento do Estádio Municipal de Juiz de Fora.
Comforme a investigação, Geovani Schaeffer, então com 24 anos, se envolveu em uma briga. Ele saiu do evento e voltou pouco depois dirigindo em alta velocidade.
Testemunhas relataram que ele invadiu uma área exclusiva para pedestres e avançou contra a multidão sem tentar frear. Ele teria dito que iria “acabar com a festa”.
Inicialmente, foi informado que 12 pessoas haviam sido atropeladas. No entanto, o processo aponta 11 vítimas. Três morreram e oito ficaram feridas.
Dionizia Marinho Lopes, de 56 anos, morreu no dia do atropelamento
Helena de Macedo, de 3 anos, faleceu na madrugada do dia 11 de setembro daquele ano
Já Elear Maria Faião, de 58 anos, morreu quase 25 dias após o atropelamento
Um dos feridos é Carlos Damião Clemente, que na época tinha 43 anos. À TV Integração, ele contou sobre o demorado processo de recuperação.
Após o crime, o motorista foi agredido e socorrido em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Ele foi entubado e ficou internado por cerca de 50 dias. Em 27 de outubro de 2023, recebeu alta e foi levado para o Presídio de Eugenópolis, onde está até hoje.
Geovani Schaeffer também tem registros policiais por agressão à ex-companheira e por desentendimento familiar.
RELEMBRE O CASO
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