
Elevando o tom no combate ao crime organizado e resolvendo relações diplomáticas com os Estados Unidos (EUA), o governo brasileiro dá passo estratégico nesta sexta-feira (10). O anúncio nesta manhã, às 11h30 no Ministério da Fazenda, do Projeto Mutual Interdiction Team (MIT), em Brasília, formaliza a parceria técnica entre a Receita Federal do Brasil (RFB) com o Customs and Border Protection (CBP) – agência Federal de segurança nos EUA, focada em um ponto onde o crime é mais vulnerável: a logística em fronteiras.
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A estratégia no xadrez diplomático dos dois países é liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, por se tratar de ações onde o fisco é principal responsável – controle aduaneiro. Segundo o governo, aintegração da inteligência nacional com a americana nas fronteiras vai “asfixiar” a atuação transnacional do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), principais organizações criminosas que estão no radar de Washington e sua atuação nas fronteiras.
Segundo o ministro, a Polícia Federal (PF), Receita Federal, sob tutela no Ministério da Fazenda, vão integrar a parceria com EUA, atuando em portos e aeroportos na busca de drogas, armas e outros materiais ilegais.
O secretário especial da Receita, Robinson Sakiyama Barreirinhas, disse que mais de uma tonelada e meia de armas vêm dos EUA para municiamento dessas facções e foram interceptadas em fronteiras.
Ele pontuou ainda que drogas sintéticas e haxixe são as principais substâncias ilícitas que são apreendidas pelo órgão em fronteiras e portos.
*Em atualização
